Bem Vindos
Gostaríamos de dar as boas vindas a todos vocês nesse espaço, por aqui trazemos textos, documentários e informações sobre casos criminais, casos reais e True Crime. Abordaremos também resenhas de livros dos quais estamos lendo atualmente.
Geralmente construo os roteiros e passo todos os textos aqui para o blog, assim quem gosta de leitura ou até mesmo esteja a procura de pesquisas sobre tais assuntos de alguma forma possamos colaborar.
Não somos profissionais em escrita, minha formação pode-se dizer que foi a nível brasileiro de baixa classe social, que é de onde eu vim. Comecei a estudar no 1º ano, na minha época não existia a educação infantil.
Escola Primária de Samambaia município de Imaruí/SCAssim fui direto para o ensino fundamental. Morava no interior de Imaruí, na comunidade de Samambaia, por lá existia uma venda que era do Tião, ficava inclusive ficava do lado da escola.
Comprávamos paçoca, maria mole e nosso recreio era movido a sopa e correr ao redor da escola. Ah a escola tinha um cheiro, que eu poderia estar vendada e saberia que estava na escola.
Minha primeira professora era a Regina, boa professora, me ensinou a ler, escrever e somar. Não tínhamos livros, nem cartilha. Ela ensinava no quadro negro e usava giz e nós alunos um caderno, lápis e borracha.
Professora Regina Viana a primeira da esquerda, as demais são irmãs dela todas professoras.Além é claro da carteira que era única, eram de madeira maciça pintada a verniz e cadeira junto na carteira, tinha espaço para um colega sentar do lado e espaço pra colocar mochila. Eram bem poucos alunos.
Eu sentava na janela e olhava pra estrada, seu Dedé debaixo da figueira, sentado daquele jeito único, só ele conseguia sentar de cócoras daquele jeito. Viveu anos e infelizmente faleceu aos 87 anos, nesse ano de 2023. Seu Dedé foi um grande homem da comunidade.
Homem visionário que juntamente com sua esposa dona Ana dos Santos Domingos construíram uma família com 8 filhos. Dos quais apenas dois filhos homens deram continuidade aos negócios familiares, que são eles Antônio dos Santos Domingos (Tono) e João Batista dos Santos Domingos (Dão).
Foram uma das primeiras famílias a produzir a farinha de mandioca a motor a diesel, Já que na época não existia a luz elétrica na região de Samambaia - Imaruí. Marca de farinha de mandioca facilmente encontrada nas prateleiras de supermercados, logo faz parte do alimento da mesa dos catarinenses.
Na foto abaixo, percebe-se ao fundo o galpão onde é produzida a farinha, antes era um engenho com paredes de madeira, eles plantam em grande área territorial, colhem e fazem a produção e embalagem. Produção que ocorre a mais de 60 anos.
Seu Manoel Antônio Domindos, um dos moradores mais antigos da comunidade de Samambaia.
Pela janela eu via carro de boi passar na estrada empoeirada e claro! Sabíamos o horário do ônibus, raramente passava muita coisa por ali. Um dia a escola fez um picnic. Lá houve uma espécie de gincana. Brincamos de corrida do saco de linhagem e corrida com uma colher com ovo cozido.
Eu sempre gostei do cheiro da escola, lápis de cor, caneta e desenhar, me esforçava pra ser boa aluna. Mas os tempos eram diferentes. Minha vó Pedra costurava uma bermuda até o joelho pra que eu fosse pra escola, eu odiava aquela roupa.
Fui ter mais acesso a livros quando nos mudamos pro centro da pequena joia catarinense, Imaruí. Logo, consegui ter acesso a biblioteca municipal. Ah era lindo o prédio, ficava na esquina do jardim da igreja e era pintada de salmão.
Foi indo de bicicleta toda tarde até a biblioteca que peguei gosto pelos livros, gosto pela leitura, mas só poderia ler os livros na biblioteca, o primeiro que li foi A BELA E A FERA. Era lindo o livro, com figuras em 3D.
E nessa ala onde ficava os livros infantis, havia pequenas cadeiras e mesas bem pequeninas. Mas ali eu sentava e lia, embora eu fosse alta e magricela, mal cabia naquelas cadeiras. Depois minhas leituras foram melhorando e até consegui pegar livros emprestados.
Durante as férias eu li a Bíblia, minha vó era muito religiosa e tinha aquelas antigas bíblias gigantes, eu ainda a mantenho guardada como lembranças das férias que passava na casa do vô Chico e da vó Pedra.
Vó: Pedra Frederico e Vô: Francisco da SilvaAprendi a rezar, bem como saber de cabo a rabo tudo o que o padre falava na missa! Nunca me habituei a nada disso. A cada palavra do padre eu não concordava e perdi o gosto por qualquer tipo de religião. Nunca me enquadrei.
Mas não foi falta de esforço, era só revolta mesmo. Revolta com o que é desumano, revolta com a mentira, revolta com a infidelidade, com a falta de amor e com o peso de alguém irresponsável debaixo do próprio teto.
E foi com essas revoltas da vida e na vontade de entender ou pelo menos querer compreender a mente de alguém tão maldoso, muito novinha peguei gosto pelos noticiários terríveis, assassinatos macabros, os mais impactantes e acompanhava o programa linha direta.
Aqui estou, para tentar escrever casos reais de fatos reais, de pessoas de verdade que são criminosas, sangue frio e as vítimas que são sabotadas a dar de cara com alguém que tem prazer em magoar, machucar e matar.
Com intuito de alerta-los o máximo que posso e ajudar de alguma forma, sei que ainda é pouco. Afinal, um psicopata, um assassino em série pode estar em qualquer lugar. Até mesmo no nosso dobrar da esquina, no caminho a padaria, ou dentro da nossa casa.






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