GABRIEL KUHN e o homem da CAPA PRETA

 GABRIEL KUHN e o homem da CAPA PRETA

Fizemos um vídeo sobre o caso em nosso canal do YouTube: 



Faz bastante tempo que eu tenho verificado esse caso, mas algumas coisas não batiam, agora o Beto Ribeiro fez um vídeo sobre esse caso depois de entrevistar pessoas conhecidas da família.

Todo o caso ocorre em 2007, no bairro Velha Central, em Blumenau, Santa Catarina. Um bairro tranquilo e pequeno. A vizinhança se conhecia bem. Eram famílias em maioria já do lugar mesmo.



Então as crianças brincavam na rua vontade, a estrada não era tão movimentada, um ia na casa do outro brincar e assim naturalmente também ocorria entre os vizinhos Gabriel e Daniel. 

Gabriel Kuhn, nasceu em 1995, natural de Blumenau, tinha 12 anos, e na época tinha um irmão mais velho com 16 anos. Um menino muito amoroso, carinho, inteligente, era um ótimo aluno, excelente filho muito educado e gentil. 



Veio de uma família boa, são pessoas trabalhadeiras e bem religiosos. Tinha uma vida estável. Gostava de brincar na rua e jogar jogos on line. 

O Daniel Felipe Petry tinha 16 anos e tem um irmão mais novo que ele, assim como a família do Gabriel a mãe dele era muito esforçada trabalhadeira. A mãe dele trabalhava o dia todo e bastante por sinal.



Deixava os meninos em casa para poder trabalhar, ela se matava pra dar um conforto para as crianças. Mas o Daniel ele era um guri diferente, por natureza ele era parado, era na dele e bem diferente do irmão.

Daniel era de poucos amigos, mas tinha amigos, embora poucos mais tinha, ele não respondia, ele era sim educado, tímido ao extremo não se metia na conversa de ninguém, não revidava a nada.

Mas tem um histórico complicado por parte do pai que fazia uso da bebida alcoólica excessivamente. Então assim como muitas famílias que tem em casa alguém que bebe vai saber do que eu vou falar agora.

Uma pessoa alcoolizada ela causa um tumulto familiar, que é uma coisa de louco, são várias coisas gera preocupação, medo e briga é isso na maioria das vezes. Então a família do Daniel não era tão bem estruturada nesse quesito.

E também tem uma questão importante, que muito pode explicar o que vem a ocorrer no caso que é o seguinte: o Daniel passou por um abuso sexual, não é comentado quem fez isso nem nada, mas isso ocorreu quando ele era bem novinho e não foi feito exame no menino, mas havia essa conversa sobre esse garoto ter passado por esse tipo de violência.

E assim como Gabriel o Daniel também gostava de jogar jogos online. Inclusive o mesmo jogo que era Tíbia. Também era na casa do Daniel que as crianças se encontravam, a gurizada gostava de ir brincar lá, o espaço era maior, a casa era muito frequentada por várias crianças da vizinhança.

Mas o que ligava a amizade de Daniel e Gabriel era o fato dos dois gostarem muito de jogar um jogo chamado Tibia. Era um joguinho que nesse período estava bem em alta. 



O jogo Tibia é um jogo antigo, onde o jogador cria o próprio personagem e monta sua história. E quanto mais pontos se tem, ou mais crédito é convertido em dinheirinho virtual do jogo, para comprar itens.  

O Daniel tinha esse dinheirinho virtual do jogo, que não é um dinheiro real, e o Gabriel sabia disso. Eles estavam jogando e o Gabriel pede emprestado uma quantia ali desse dinheirinho pra que ele pudesse comprar ali os itens dele. Mas depois pagaria.

Mas o que acontece é que logo o Daniel começa a cobrar esse dinheirinho. E a principio acreditou-se pelas alegações de Daniel que o motivo da discórdia deles teria sido exatamente esse fato só que não foi...

O dia que chocou Blumenau - Santa Catarina

No dia 23 de Julho de 2007 em torno de 8:30 da manhã o Gabriel vai pra casa do Daniel, não se sabe o porquê, se Daniel chamou, se eles tinham combinado alguma coisa, não se sabe, mas ele vai. O Daniel estava sozinho em casa, afinal os pais estavam trabalhando.

Não se sabe o porque os dois meninos foram pro quarto, se Gabriel foi atraído até o quarto, mas o fato é que eles vão pro quarto e em cima da cama do adolescente ocorre ali um abuso sexual, ou seja o garoto é violentado por parte do Daniel de 16 anos contra o Gabriel de 12 anos.

Depois, provavelmente ocorreu alguma briga entre os dois em que provavelmente o Gabriel deve ter dito que contaria para alguém, porque logo depois do ocorrido o Daniel estrangula o menino com as mãos em cima da cama, então ninguém ouve gritos, nem pedidos de socorro nada.

O Gabriel desmaia, mas o Daniel Petry acreditou que o menino havia falecido. E quer ocultar o corpo. A ideia dele era colocar em cima da lage de um compartimento da casa que dava bem de frente com a porta.

Ele enrola o corpo do menino num cabo e acredita-se que ele tenha tentado puxar o corpo pra cima da lage, mas não tinha força o suficiente.



Então ele pega uma serrinha tico tico com suporte tudo certinho e começa a partir o corpo, mas ao fazer isso o Gabriel acorda naquele estado, acredita-se que ao acordar e ver aquela cena o menino provavelmente desmaiou de dor e de choque. 

Daniel por sua vez continua com a utilização do serrote partindo o corpo ao meio. Ficando os membros inferiores mais perto da porta de entrada e o a parte de cima já estava eu acredito que arrastada bem próximo a abertura da lage onde ele queria colocar o corpo. 

Depois do corpo partido ao meio ele retorna a cometer mais uma vez o ato sexual contra o Gabriel usando a metade do corpo do garoto.  Sim ele faz isso! Depois ele tenta puxar com o cabo a parte de cima do corpo pra lage, mas novamente não consegue.

Exatamente nesse momento que próximo ao meio dia o irmão de Gabriel vai chamar o menino pra almoçar, acreditando que ele estava na casa dos familiares que eram vizinhos de porta.

Mas o menino não estava, logo ele já deduziu que Gabriel estaria na casa de Daniel, ele pula o muro do lote dos familiares e já cai no terreno do vizinho. Chegando na casa ele chama pelo irmão e quando vai entrar na porta já vê o corpo de Gabriel no chão.

O susto foi indescritível da cintura pra baixo estava uma parte do corpo e em uma distância de mais ou menos 2 metros a outra parte do corpo que era da cintura pra cima.



Uma quantidade de sangue absurda na parte da parede, porta e chão. Gabriel virado em sangue. Bem como o próprio Daniel coberto de sangue.

O Daniel por sua vez gritava que o homem da capa preta tinha entrado na casa e feito aquilo com o menino. O irmão do Gabriel começou a gritar totalmente desesperado, pedindo socorro, totalmente transtornado.

Realmente gente foi brutal mesmo, a cena do crime é extremamente impactante. As pessoas vão ao encontro de Daniel, chamam a mãe dele, chamam os familiares que estavam em casa, a vizinhança toda vai ajudar essa família.

Naquele desespero todo o irmão do Gabriel de 16 anos percebe que o Daniel que havia feito aquilo com o irmão, ele vira num bixo, sai fora de sí e é impedido de não acabar com a vida do outro adolescente.

Justamente porque as pessoas que ali estavam não deixa. Pois o guri já estava com uma enxada na mão e queria cometer o ato logo ali.

Logo o corpo de bombeiros, policiais todos são acionados.  O Daniel é encaminhado a delegacia. A delegada responsável pelo caso  Rosi Serafim declarou que “Foi uma ocorrência que abalou bastante Blumenau. Foi marcante para nós, como policiais, para a família dos dois e pela comunidade que conhecia os jovens”.

No IML Foi constatado que o Gabriel foi sufocado, agredido, ainda na cama, onde também havia sangue no colchão, mas a causa da morte foi pela perca excessiva de sangue. Os legistas alegaram ainda que o menino estava vivo quando foi partido ao meio. 

Que foi abusado antes do falecimento e também abusado em segundo momento depois que veio a óbito.



Tendo em vista futilidade que motivou tais atos hediondos, insinua-se que há alguns detalhes que foram omitidos durante a investigação quando se diz respeito a real intenção de Daniel, o jogo e o desentendimento podem ser como álibis para cobrir o abuso sexual. 

Fato esse que não teve a execução e consentimento esperado, ainda que o mesmo tenha negado a autoria dos fatos, dizendo não ser homossexual, o laudo desmascara essa versão

 Para a Criminologia, é comum que os molestadores se aproveitem da inocência da vítima para cometer o estupro. É também muito comum ver transtornos de origem sexual serem associadas ao agressor. Neste caso em particular, os laudos periciais nos indicam que a vítima sofreu abuso sexual antes e depois da morte pelo seu agressor. Para a perícia, o assassinato ocorrera em razão do estupro cometido pelo agressor, e não pelo desentendimento em relação ao jogo, como dado em depoimento. O estupro teria ocorrido na cama do quarto onde estava o computador do jogo, pois havia manchas de sangue, e por isso, há a possibilidade de o agressor ter 12 ficado furioso após a vítima acusá-lo e de dizer que contaria aos pais dos envolvidos. Isto poderia ter sido o motivo provável pelo qual ele teria cometido as atrocidades que cometera posteriormente. Podemos concluir, com uma olhar genérico, que a conduta sexual neste caso está ligado a negação que o agressor tinha de sua orientação sexual, que é uma causa psicológica e também um medo em relação a sexualidade, além de outros comportamentos de origem sexual como o sadismo, que envolve a humilhação e o sofrimento da vítima, a necrofilia, e uma série de outros.

Mesmo com as provas de esperma encontrados em cima da cama de Daniel e dentro do corpo de Gabriel. O adolescente de 16 anos Daniel Petry negava e negava os atos. Ele dizia que não era homossexual.

Daniel Felipe Petry foi encaminhado para a Promotoria de Infância e Juventude, por não ter 18 anos, assegurando sua vaga em um centro de delinquentes juvenis, onde teria cumprido três anos de pena.

Eu encontrei um artigo de uma universidade que eu vou deixar o link aqui nos comentários. Eu li isso e achei importante trazer pro vídeo. Porque sinceramente se esse guri falou isso mesmo. O nível de inconsequência, ódio e frieza é imenso diz assim um trecho do artigo


casa: Daniel Petry

No reformatório, Petry fez uma declaração enlouquecida: “Gabriel trapaceou e eu o farei pagar por todas as suas ações; como ele disse que o céu e o inferno existem, lá está ele, eu o encontrarei lá e me vingarei de novo".

Onde está Daniel Petry?



A família do Daniel saiu da cidade de Blumenau, as pessoas ameaçavam todos da casa. Não havia possibilidade nenhuma de continuarem morando ali.

Como o Daniel Petry tinha 16 anos e havia cometido um crime tão absurdo e caso fosse na rua, bem provavelmente alguém daria um fim nele, tudo ocorreu em segredo de justiça, nem se sabe se ele ficou esses 3 anos no centro de detenção.

Ocorre uma alegação que o Daniel é esquizofrênico, então ele está ativo na sociedade. Mas eu me pergunto: se ele realmente é esquizofrênico que cometeu um crime como esse ele não deveria estar internado num hospital psiquiátrico?

E caso não fosse esquizofrênico deveria estar preso, em minha opinião. O que não está certo é a injustiça cometida contra o Gabriel e as coisas ficarem assim. A sociedade tem que rezar pra não encontrar uma pessoa dessa na rua.

 Eu não entendo mais, se eu que perdi a fé no mundo, mas como uma pessoa seja ela que idade for, cometer um crime desses, estar assim desse jeito, ou seja, se for esquizofrenia para esse caso aqui. O cara tá assim solto?

As pessoas falam muitas coisas, nem se sabe a verdade quanto a vida da família do Daniel ou da vida do próprio Daniel. Uns dizem que ele mora em Joinville sozinho e trabalha em supermercado. Que mãe faleceu. Agora se é realmente um fato não se sabe.

Porque o caso do Gabriel embora ocorrido em 2007, agora parece que está vindo a tona. Os grupos de informações de casos criminais estão falando bastante do caso. Todos falam muito com questão de justiça. E querem saber o paradeiro de Daniel. Automaticamente se levanta essa conversa.

Agora se é verdade ou não, não dá pra saber... ninguém sabe se ele usa o mesmo nome e sobrenome, se ganhou nova identidade, onde mora o que faz nada! Ele evaporou.

Nada é informado sobre o caso, pra família do Gabriel tudo é muito doloroso, a mãe dele é uma piedade, coloca fotos do filho relatando a saudade, pelos anos que se passam sem o Gabriel Kuhl. Tudo é muito sofrido.



É uma dor sem fim. Mas eu fiquei pensando muito na família do Gabriel que nessa imensa dor que eles passaram a família permaneceu juntos, em meio a choro, tristeza angustia e saudade do filho que se foi aos 12 anos.

Nem preciso falar que a família nunca mais foi a mesma e a gente vê a tristeza que eles carregam. Mas fiquei pensando em uma postagem que a mãe dele fez, onde ela escreveu, que por tudo que eles passaram a família sempre se permaneceu forte. Agora ela tem uma filhinha linda. A família é bem religiosa. 

Referências: 

Artigo: https://direitopublico.com.br/wp-content/uploads/2022/06/ANALISE-DO-CASO-REAL.pdf

Caso de Gabriel Kuhn: Uma bela amizade pode teve um fim trágico. EVELIN CAROLINE RICARDO (2351103-6) HENRIQUE AFONSO LANZONI NETO (2356514-4) ISABELA ORASMO PEREIRA (2350666-1) MATHEUS FURLAN LOPES (2348959-6) THAIS APARECIDA SIQUEIRA DE CAMPOS (2354197-1) CENTRO UNIVERSITÁRIO N. SRA DO PATROCÍNIO

 

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