GABY MAGALHÃES – ENTERRADA VIVA.

 GABY MAGALHÃES – ENTERRADA VIVA.

Fizemos um vídeo sobre o caso no canal do YouTube: 




Gabrielly Magalhães de Souza, nasceu dia 3 de Outubro de 2009, natural do Estado de São Paulo. Filha de Emileide Magalhães e Ronildo Silva de Souza. Tinha um irmão do mesmo pai, mais velho que é o Nathan Magalhães de Souza, que na data do crime tinha 13 anos.



Gabrielly e Nathan moravam com a mãe Emileide, já que os pais haviam se separado. Mas Emileide possuía outros 2 filhos de outros envolvimentos afetivos. Já era comum as crianças terem acessos aos amigos homens que a mãe levava pra casa.

 

Por fim, Emileide Magalhães firma um relacionamento com André Luiz Ferreira Piauí, onde o casal tem uma criança em comum. Portanto, essa família era composta de mãe, 5 filhos e para Gabrielly um padrasto.



 A família morava em Brasilândia, uma cidade com um pouco mais de 11 mil habitantes. Fica a 60 Km de Três Lagoas. Localizada no estado do Mato Grosso. Emileide a mãe das crianças, mãe de Gabrielly era natural do interior de São Paulo, foi usuária de drogas, dependente química do pó branco.

Chegou a ser internada em uma clínica, fazia uso de medicação controlada e por um tempo chegou a ficar afastada do vício. Emileide Magalhães, tinha 30 anos na data dos fatos, nos últimos tempos para ajudar no orçamento familiar e trabalhava como cabelereira e atendia as clientes a domicilio.

Ou seja, os clientes entravam em contato com ela e Emileide prestava o serviço na casa das clientes. O André o padrasto era um homem violento já havia registros de agressão cometido por ele contra a Emileide.

Um dos filhos de Emileide chamado Oliver. Sofreu nas mãos de André o padrasto. Há quem diga que o menino apanhou por ser homossexual. Enquanto André alegava que havia batido nele por conta do garoto estar em cima do muro da casa.



Independente de qual foi ambos os motivos, ninguém teria o direito de bater no menino daquela forma. O garoto de tanto que apanhou desse homem mais tanto... Que os vizinhos chegaram a pedir ajuda das autoridades, o conselho tutelar precisou intervir.  

Ao ver a situação do menino Oliver foi retirado da mãe e passou a morar com a tia. Irmã de Emileide. Mas a conta não fica só por conta de André, tudo o que esse homem cometia a esposa Emileide o apoiava e não ia contra o homem, não tomava atitude, perdia os filhos, mas o marido jamais.

Ela não era nenhuma flor que se cheirasse, assim como o marido, era violenta, castigava e batia nas crianças severamente. Tanto que Gabrielly morria de medo da própria mãe.



Certa vez, as crianças acabaram fazendo bagunça em casa, coisas de criança. E por esse motivo Gaby como era chamada, chegou a fazer uma carta pedindo desculpas pra Emileide:

Na carta, escrita à mão, com desenhos de coração com olhinhos e sorrisinhos, a criança escreveu: “Mãe eu te amo. Mãe, obrigada por você existir. Você é a pessoa mais linda, inteligente e a mãe mais legal de toda a minha vida e do mundo inteiro. Eu te amo do fundo do meu coração. Mãe, a senhora é a pessoa mais querida da minha vida. A senhora fala, fala, fala, mas eu não dou ouvidos pra você. Eu vou tentar te obedecer. Eu nunca vou te esquecer. Você tenha muitos anos pra viver”.

Agora o que vou falar aqui é o que diz o André, porém esse fato não se sabe se essa era a data que iniciou ainda mais os mal tratos. Segundo ele... No feriado de Outubro de 2019. Emileide viaja para visitar a família no Estado de São Paulo, durante um final de semana, levando com ela todos os filhos.

Abuso infântil e o pedido de socorro

Menos a Gabrielly que ela acaba ficando com o padrasto André. Ou seja dia das crianças, todos vão viajar, mas a menina fica! Ao retornarem da viagem a menina contou para a mãe que durante todo o fim de semana ela foi abusada pelo homem.

Emileide por sua vez, não falou nada para o marido, não ligou para a polícia, nenhuma autoridade e nenhuma atitude. Os dias iam se passando e Gabrielly se queixava tanto pra mãe quanto para o irmão pela quantidade de vezes que era abusada, por André que ela não aguentava mais.

Gabrielly era diariamente abusada, uma criança de 10 anos, sabe-se lá Deus a quanto tempo isso ocorria... Porém, além de passar por todo esse sofrimento a menina era ameaçada pela própria mãe a Emileide. Afinal, caso a filha contasse para alguém sobre o que estava ocorrendo ali ela bateria muito na menina.



Gabrielly conhecia bem o peso da mão da mãe e do padrasto. O peso nas costas de Gabrielly não era leve. A menina tinha uma vida dura, cruel, desumana e injusta. Gabrielly era um saco de pancadas, por muitas vezes era espancada, mordida e abusada pelo próprio padrasto.

André Luiz aproveitava os momentos que ficava sozinho com Gabrielly e cometia atos sexuais contra a menina mantendo conjunção carnal com ela. Nesses atos ele costumava morde-la e realizar chupões com força, tanto era que Gabrielly ficava marcada. Esses chupões eram em toda parte do corpo, inclusive na região íntima.



Em 2019 a menina sofrida, desesperada, com dor em todo lugar e na alma... acaba contando pra amiguinha de escola Maria Clara os diversos abusos que sofria.

A coleguinha por sua vez constatou que Gabrielly tinha marcas roxas de espancamento e marcas de mordidas. Ela queria ajudar sua amiga, lhe orientou a procurar ajuda com os professores.

Mas Gabrielly explicava a amiguinha de escola que tinha medo de contar pra alguém e Emileide descobrir, seria seu fim.

Também contou a colega que tinha medo de falar para a própria mãe sobre os estupros e depois ser espancada em casa. Só que Emileide sabia o que ocorria diariamente, porém fazia vista grossa.

Até que um dia Gabrielly revela o segredo um dos familiares sobre os abusos que sofria, mas essa também nada fez. Gabrielly estava atrás de socorro, de ajuda com apenas 10 anos, sem orientação resolve contar a sua mãe o que ocorria. Emileide por sua vez, não gostou nada do que ouviu da filha.



Bem, qualquer pessoa normal ao ouvir isso de uma criança ficaria possessa da vida com o homem. Mas se eu disser que essa que se dizia mãe ficou do lado do marido e disse que era para que a menina fechasse a boca. Vocês acreditam?

A mulher passou a ter ciúmes da criança, brigar com a menina ainda mais. Tanto era o ódio pela criança, que Emileide chama o filho Nathan avisando-o que iria matar Gabrielly.

Já que o marido vinha abusando demais da menina e isso poderia ser descoberto. Então para defender esse criminoso ela resolve dar fim na própria filha. Assim no dia 21 de Março de 2020 pela parte da tarde, enquanto o marido dormia.

Gabriely é enterrada viva

Emileide pegou a filha Gabrielly juntamente com o filho Nathan de 13 anos, ordenou que o menino colocasse no carro Fiat Pálio um fio de solda. Assim o garoto fez.



 

Posteriormente colocou as crianças e com eles andou cerca de 5 quilômetros em uma estrada de chão, em área rural até chegar em um ponto de terreno baldio onde havia um lixão.

 

Local este que fica na Mata Floresta em Brasilândia, Mato Grosso do Sul. De um lado da estrada havia plantação de eucalipto, logo do lado contrário da estrada mata fechada. Ao chegar no local onde não havia ninguém. Somente Gabrielly, Natan e Emileide.



 

Gabrielly vestia uma camiseta branca e short jeans. Emileide sai do carro, os irmãos saem correndo. A menina cai e a mulher maldita pega a menina e começa a agredir com tapas, socos, unhadas e diversos atos. Natahn continuava correndo. Ouvindo gritos.

 

A pequena garotinha implorava por sua vida, tentava se defender, mas ali não havia ninguém que pudesse ouvir seus gritos e clemência por sobrevivência. Até que a mulher coloca os joelhos em cima da barriga da menina de apenas 10 anos, posteriormente usa do fio e enlaça no pescoço da menina e a asfixia a filha.

 

Nathan acaba não ouvindo mais os gritos da irmã e volta pensando ter ocorrido o pior. Gabrielly implorava pela vida, mas nada adiantava, pois Emileide continuava a cometer o ato.



 

A criança se apresentava desfalecida sem conseguir respirar. Natahn volta ao local e vê a irmã com a língua de fora sangrava pela boca e desmaiada. Emileide arrasta a filha com a presença do filho e leva a menina mata a dentro, até encontrar um buraco, provavelmente feito por algum animal.  

 

E é nesse buraco que Emileide joga Gabrielly de ponta cabeça. Porém o ato cruel se intensificava, a menina estava viva, com a cabeça no fundo do buraco sufocava a cada segundo.

 

Até que a mulher começa a jogar terra, a menina volta a gritar pedir socorro. A própria mãe continuou a jogar terra e pisar em cima da menina pra socar a terra.

 

É nesse momento ao observar que a menina ainda estava viva que Emileide ordenou que o filho ajudasse a enterrar o corpo, obrigou o menino a jogar terra no buraco. Por cima do corpo da irmã de 10 anos.

 

Nathan não consentia com a atitude da mãe, porém era ameaçado a todo momento por ela. Caso não fizesse o que ela o pedisse também iria pra cova.

 

O garoto em total desespero juntava terra na camiseta e colocava no buraco, enquanto a mãe coloca cupinzeiro, alguns lixos que havia no local. Inclusive pedaço de animal, parece ter sido um carneiro em decomposição.



 

Emileide acidentalmente, também caiu no buraco, para sair dali ela se apoia em cima do corpo da filha para sair do buraco, situação que fez a cabeça da criança ir mais para baixo. Afundando um pouco mais. Deixaram o corpo enterrado e os pés pra fora do buraco, que ainda mexia os pés.

 

Depois pisaram em cima para socar bem a terra, foi assim que a vida de Gabrielly se encerrou, compressão da caixa torácica e falta de oxigênio. A morte de Gabrielly foi triste, dolorida e lenta

 

Mãe e filho voltam para o local onde moravam. Natham fica em uma quadra de esportes, enquanto a mãe vai tomar uma cerveja em uma conveniência.

 

Posteriormente para certificar-se de que a filha estava realmente falecida, ela vai até o local onde ocultou o corpo, porém verifica que a menina havia mexido os pés e parecia estar viva. Ela joga mais terra e pisa em cima pra causar mais pressão e socar ainda mais o local.  


 

Depois retorna até a cidade novamente, passa a dar uma volta de carro e retorna ao local do crime mais 2 vezes constatando que a filha havia realmente falecido.   

 

Sabendo que o corpo estava realmente sem vida e tudo nos conformes do plano dela. Nesse mesmo dia 21 de Março de 2020, as 9 da noite Emileide vai pra casa e toma um banho.

 

Por volta das 21h20 a mulher comparece à Delegacia de Polícia de Brasilândia e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento de sua filha.

 

Informando que teria deixado a filha na praça do ginásio de esportes do município, juntamente com irmão. Depois foi sair de carro em meia hora voltou ao local mas a Gabrielly havia desaparecido.

Após o registro do desaparecimento, a mulher ligou no 190 (Polícia Militar) informando ao atendente que havia matado a própria filha. A polícia por sua vez, pediu que ela se apresentasse ao batalhão e assim ela faz. 

Se apresenta em sã consciência, não estava bêbada, nem drogada, nenhuma anormalidade.

Policiais de plantão a esperam na delegacia e ela relatou aos policiais que após matar a criança, ela teria enterrado a vítima de cabeça para baixo e nas proximidades do lixão da cidade. E que os pés estavam pra fora.

Informalmente, em entrevista com os Delegados, disse ter matado a filha em um momento de raiva, por conta de a menina acusar injustamente o padrasto de sofrer abusos. Logo ela também disse que agiu sozinha. E que iria manter o silêncio.



A equipe policial vai até o local informado por Emileide ainda a noite a equipe escava com cuidado, tiram o corpo com bastante dificuldade do buraco já que estava bastante socado. Com o corpo da Gabrielly, Emileide é presa em flagrante.

Emileide se mostrava fria, não chorava a não ser por um motivo, medo do marido ser preso. O corpo da criança é enviado ao IML na madrugada do dia 22 de Março de 2019, as 9:00 da manhã em Três Lagoas foi iniciado o exame necroscópico.

Na sequencia das diligências, ainda em regime de plantão, policiais civis e Conselheiros Tutelares, durante conversa com o adolescente, de 13 anos de idade e irmão da vítima. Notaram que ele tinha arranhões nas pernas e desconfiaram que ele pudesse estar envolvido no crime.



Após muita conversa, o adolescente revelou onde estava o fio elétrico que a mãe usou para asfixiar a irmã. E como ocorreu o crime. Atônitos com tantos detalhes, os policiais perguntaram ao adolescente como ele sabia que a irmã ainda estava viva quando foi enterrada e, ele respondeu: 

"Ela pedia por socorro dentro do buraco"


O garoto revelou ainda que a mãe ficou enfurecida, porque a irmã havia dito que estava sendo abusada sexualmente pelo padrasto e prometeu matá-la caso continuasse falando sobre o assunto. Nathan foi encaminhado a cumprir medida socioeducativa por um período, onde teve acompanhamento de vários profissionais.  

Dia 23 de Março sai o resultado do laudo do IML onde médico legista observou que a vítima apresentava várias lesões pelo corpo, indicando possível ocorrência de tortura antes da morte.



A causa da morte foi asfixia mecânica por compressão do tórax, compatível com o relato do adolescente, apontando que a vítima foi enterrada viva. Observou-se que a menina teve realmente o hímen rompido e já era cicatrizado, ou seja, sabe-se desde quando o fato ocorria.

Havia cicatriz também no orifício anal, que provavelmente era decorrente dos abusos. As partes intimas eram bem cicatrizadas como a de uma mulher adulta que tem uma vida sexualmente ativa.

Outra coisa importante de se destacar nesse caso é o estágio de larvas de moscas em diferentes estágios encontradas na região da vagina o que poderia ter ocorrido ou pelo fato de no buraco onde ela foi enterrada ter colocado uma pele de animal em decomposição.

Ou, pelo fato de a menina não conseguir se lavar e fazer corretamente a higiene, talvez pelo trauma, ou ainda, o agressor poderia estar provocando alguma coisa com força, pois na região tinha manchas roxas, provavelmente decorrido de chupões ou mordidas. Ela havia sido abusa um dia antes ou horas antes do crime.



No estudo do corpo o perito alegou que os órgãos sexuais dessa menina de 10 anos como de uma mulher adulta que tem relação sexual diariamente com violência, repetidamente. Escoriações no rosto, provavam que durante um período a menina tentou sair do buraco, se mexeu pra sobreviver, lutou até o fim.

 

Dia 25 de Março de 2020, André Luiz Ferreira conhecido como Piauí foi preso. A Polícia Civil continuou a investigação e conseguiu uma testemunha da coleguinha de escola que relatou que a garota havia mencionado, em 2019.



Ter sido vítima de abuso por parte do padrasto e que não poderia revelar o fato aos professores ou para a Polícia por medo de apanhar da mãe. Frente a todo o relato, a prisão preventiva do André Luiz, de 47 anos, também foi preso.

 

André Luiz Ferreira foi condenado foi condenado por estupro a 20 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão pelo estupro de sua Gabrielly.  Dia 12 de janeiro de 2022 ocorreu o julgamento de Emileide Guimalhães no Fórum de Três Lagoas



A ré, presa no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano de Corumbá, participou do julgamento por videoconferência. Questionada pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos se queria falar sobre o caso: respondeu que sim, mas iria responder apenas o que se lembrava. "Vou contar as partes que me recordo”, disse.

Segundo ela, no dia do crime, havia “bebido muito e usado muita cocaína”. “Eu me recordo descendo do carro junto de Gabrielly, atravessado a cerca e passado o fio no pescoço dela.

 

Ela acabou desfalecendo e caindo no buraco fundo por acidente, achei que estava morta. Questionada se o filho a ajudou, disse que no momento em que enterrava a menina, o adolescente saiu correndo, chorando. "Comecei a gritá-lo para me ajudar. Joguei pedaço de terra no buraco”.

 

Emileide Magalhães, foi condenada a 39 anos, 8 meses e 4 dias de prisão pelo crime. A decisão foi tomada pelo tribunal do júri em Três Lagoas (MS). O padrasto, André Luiz, acusado de estuprar a criança, foi condenado a 15 anos de prisão.



Porém (Ministério Público Estadual) pedindo pela majoração da pena, foi aumentada para 20 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão. No julgamento, Emileide revelou trocar carta com ele de dentro da cadeia.

Emileide alegou que trocava cartas, porque não sabia se ele tinha realmente feito alguma coisa com a filha. Mas é sempre assim no meio de gente bandida! Não sei... não lembro... estava bêbada... estava drogada...



Os anos que alguém fica preso nesse país é sempre pouco! É preciso que exista prisão perpétua. Há quem diga que é direito humano ter uma chance... Mas a vítima não tem chance.

Pra esse tipo de monstro, mas infelizmente é assim logo estão nas ruas, bem ou mal dentro de um sistema prisional essas pessoas estão vivas. Enquanto as vítimas não tem opção de escolha.

Nascer de uma mãe dessa a pessoa já nasce condenada, conviver com abusador e uma mãe bandida como essa é ser escravo da maldade humana.

 Referências: 

CAMPO GRANDE NEWS

CONDENAÇÃO DE ANDR

Canal do julgamento: Júris de em Três Lagoas

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