A VERDADEIRA HISTÓRIA ANTES DE SUZANE VON RICHTHOFEN.
Antes de iniciar o conteúdo gostaria de destaca o site https://www.gaz.com.br/a-avo-santa-cruzense-de-suzane-von-richthofen/.
O histórico familiar paterno de Suzane Richthofen.
A
história da família no Brasil começa com Ernest Matheis, este nascido em
Munderkindem, no dia 31 de Março de 1895.
Lá se formou em engenharia e ainda jovem veio para o Brasil acompanhado de Margot sua esposa. A princípio se direcionaram ao Sul do país morando na cidade de Cachoeira do Sul.
Posteriormente em 1920 se instalam em Santa Cruz do Sul, no estado gaúcho. No Sul ficou famoso, atuando como engenheiro-arquiteto, inclusive responsável pela obra da Catedral São João Batista, na década de 1930.
Até hoje ainda é o cartão postal da cidade de Santa Cruz do Sul. Foi fundador e sócio da construtora Schulz juntamente com Heinrich Schulz. Ambos projetaram e executaram a obra de usina elétrica de Santa Cruz, em 1935.
Bem como demais obras em Cachoeira do Sul, como igreja evangélica, hospital, entre outras obras comerciais e residenciais. Ernest também fundou grupos de teatro na cidade.
O casal Margot dona de casa e o engenheiro Ernest moravam em uma casa ampla com porão localizada na Rua Marechal Deodoro, esquina com Sete de Setembro na cidade de Santa Cruz do Sul.
Nesse local que nasce a avó de Suzane, Margot Gude que recebeu o primeiro nome igual ao da mãe em 16 de setembro de 1923 e a caçula do casal Edeltraut em 8 de março de 1932.
Com o nascimento das meninas a Margot esposa de Ernest chama a irmã Frieda para ir morar com a família e ajudar a criar as meninas. Frida saindo da Alemanha e vindo para o Brasil.
Se instalando em Santa Cruz e na mesma cidade conhece um moço com quem acaba casando. Esse porão da casa onde a família vivia, era onde guardavam todas as roupas para as apresentações de teatro.
Eram muitas fantasias para compor e dar espetáculo aos artistas teatrais que era sediada geralmente na sociedade de ginástica.
Era nesse porão geralmente que as irmãs brincavam, com aquelas fantasias, naquele mundo mágico da arte, algo que Ernest sempre valorizou bastante que é a cultura. A casa da família reunia as pessoas para as apresentações.
No final da década de 30 Ernest recebe uma proposta de emprego no estado de São Paulo, o que faz com que a família saia do Sul e vá para a região paulistana.
E é em Cubatão que o patriarca e torna um dos responsáveis pela construção da refinaria petrolífera Presidente Bernardes. A tia Frieda permanece em Santa Cruz com o esposo com quem acaba tendo um casal de filhos.
Edeltraud e a irmã Margot não eram tão próximas, as duas não se davam muito bem pela personalidade de cada uma, enquanto Edel possuía um gênio forte Margot era mais extrovertida e aventureira.
Alguns dizem que a diferença de idade poderia ser um fator que fizesse com que as duas não se entendesse muito bem. Mas eu acredito que talvez Edel não concordava como a forma de vida que Margot levava.
Mas a história de Margot é cabulosa, afinal sem muitos detalhes sobre o que de fato ela fez e como fez. O que é marcante em sua trajetória de vida são as percas com que ela obteve.
Na década 1940 Margot com um pouco mais de 20 anos se casou com Kaare Lambert Hasfstöm, ao que tudo indica que o homem era um dinamarquês.
E no dia 1 de Maio de 1949, com 25 anos nasceu a primeira filha que se chamava Karin Margot Hasfstöm.
Casada Margot passou a se chamar Margot Gude Matheis Hafströn. Porém quando a bebê tem um pouco mais de três meses, Kaare o esposo de Margot falece.
Pouco tempo depois de ficar viúva, ela vai para Europa, porém não é esclarecido se Karin a bebê foi junto com a mãe, ou se a criança ficou com os avós em São Paulo no caso Margot e Ernest.
O fato é que Margot casou-se com o Alemão Joachim Hermann Oskar von Richthofen. A união desse relacionamento nasceu Manfred Albert von Richthofen.
Dia 3 de fevereiro de 1953 em Erbach uma cidade da Alemanha. E é em torno desse marido de Margot Von Richthofen que ocorre tanto comentário sobre o Barão vermelho ser tio-avô de Manfred pai de Suzane.
Barão Vermelho era um apelido de Manfred Albrecht Freirherr Von Richthofen, nascido em Breslau, em 1892, piloto de caça alemão, considerado inigualável, ficando na história até hoje.
Porém faleceu em Vaux-sur-Somme no dia 21 de Abril de 1918. O mesmo foi abatido em combate no fim da 1ª Guerra Mundial.
O que chama atenção nessa história é o fato de Manfred receber exatamente o mesmo nome do piloto, não se sabe se o nome dado foi de caso pensado pelos pais ou não.
No site de genealogia na internet menciona Manfred Albert Von Richthofen, nascido dia 3 de Fevereiro de 1953, nascido em Erbach. Esse cadastro mostra a foto de Manfred pai de Suzane.
O que não confere pois nesse período Margot ainda não possuía esse sobrenome.
Outra informação curiosa é quanto a data de falecimento do Manfred pai que cita nascimento em 1934 e falecido no ano de 2014.
Fato esse que seria totalmente contraditório a história que futuramente Manfred vai estar contando em entrevista.
Uma blogueira chamada Gabriella Raires em pesquisa identificou que o Richthofen responsável pelos bombardeios na Espanha foi Wolfram Freiherr Von Richthofen, o que também não confere.
Pois este faleceu 8 anos antes de Manfred nascer.
O nome de registro do pai de Manfred é Joachim Hermann Oskar Von Richthofen, mas não se encontra o registro dessa pessoa.
Apenas uma citação colocada na internet é sobre um homem chamado Hermann Freiherr Von Richthofen.
Nascido na Braslávia em 20 de Novembro de 1933, este era sim sobrinho-neto do Barão Vermelho, que tinha 19 anos quando Manfred nasceu.
Mas ele se tornou embaixador da Alemanha e no Reino Unido entre 1989 e 1993. Porém faleceu em Berlim no ano de 2021.
Portanto a paternidade de Manfred é complicadíssima de entender se de fato Joaquim existiu e se era realmente o suposto pai de Manfred.
Se o casal colocou o nome do menino de propósito para relacionar ao famoso piloto de caça, sendo que ambos tem o mesmo nomes.
Ou se por uma força do destino ele realmente fosse um parente direto dos Von Richthofen e foi um filho negado de certa forma.
Pelo menos o que Margot deixou claro ao filho e familiares que seu esposo, faleceu meses depois do nascimento do pequeno Manfred. Agora se ela ficou viúva de fato, ou sabe-se o que lá o que houve só ela poderia esclarecer.
Mas é no mesmo ano de 1953 que ocorre o nascimento de Manfred, posteriormente o falecimento do marido. Que ocorre outra fatalidade.
Margot e Ernest avós de Manfred acabaram falecendo em um acidente de carro nas curvas da estrada de Santos em 5 de julho de 1953. Margot nesse período tinha 30 anos.
Edeltraud irmã de Margot nesse período já era casada com Walter Helmut Koessel e não tiveram filhos.
Após o acidente, Margot que havia perdido os pais, perde também o esposo ficando viúva pela segunda vez. Motivo esse que faz com que Margot saia da Alemanha e retorne para o Brasil.
Manfred tinha apenas 1 ano, não se tem dados exatos sobre essa informação seguinte:
Segundo um livro escrito sobre a história de Suzane, Margot volta para Santa Cruz com o filho Manfred, porém não há relatos sobre isso. Até porque a tia dela Frieda ainda morava no mesmo local e nunca mencionou tal fato.
Frieda tia de Margot que permaneceu em Santa Cruz com o esposo perdeu sua filha Myra falecida 1985 que não teve filhos.
E o outro filho de Frieda chamado Guido que casou-se e constituiu família obtendo apenas uma filha chamada Suzana que acabou falecendo em um incêndio.
Na família de Frieda faleceram todos, não restando descendentes. Porém a sobrinha mais nova Edeltraud se deslocava de São Paulo até o Rio Grande do Sul para visitar a tia, porém Margot nunca retornou para visita-la.
Outro dado aponta que mãe e filho vieram para Santa Catarina, porém não se tem registro da cidade onde moraram, mas a hipótese mais próxima da realidade...
Pode ter sido a vinda da Alemanha e a instalação de ambos Margot e Manfred em São Paulo.
Até porque a herança que Ernest e a esposa deixaram se concentrava em São Paulo e nada em Santa Cruz na região Sul do país.
A Karin filha de Margot e irmã de Manfred se casa em 1969 com Christiano Dieter Reis, brasileiro e administrador de empresas, este casal não teve filhos.
Um ano após o casamento Karin acaba falecendo em Julho de 1970, aos 21 anos.
Mas o que é certo que no início dos anos 70, Manfred e a mãe estavam morando em São Paulo. Que passa no vestibular para o curso de Engenharia Civil e ingressa na USP – São Paulo.
No período universitário que conhece Marísia Abdalla, nascida em São José Bonifácio em são Paulo. Ela estudante de medicina, teve nascimento dia 22 de janeiro de 1952.
Descendente de italianos e libaneses se formou na USP em psiquiatria. Considerada a mais extrovertida da família.
O avô de chamado Miguel Abdalla com a família, mudou-se de Sorocaba para José Bonifácio em 1920, um dos pioneiros do comércio local.
Onde no local o filho Salim Abdalla, que se casou na cidade com Lourdes Magnani, juntos tiveram um casal de filhos Miguel Neto e Marísia.
Que por sua vez viveu durante catorze anos de sua vida em José Bonifácio, cidade a 40 quilômetros de São José do Rio Preto, em 1966 Marísia encerra seus estudos na cidade natal.
E passa a morar em São Paulo para estudar, o irmão foi junto, ambos estudavam na USP. Ainda na década de 70 que Marísia e Manfred se casam. Depois do casamento, foram estudar na Alemanha.
Voltaram para o Brasil Se estabeleceram em uma casa própria, um sobrado por quase 15 anos na Zona Sul de São Paulo que era avaliada em 400 mil reais.
Manfred começou a trabalhar para empresas privadas até chegar à Dersa, a estatal que cuida de estradas em São Paulo. Onde tornou-se diretor e trabalhou até o fim de sua vida.
Como funcionário dessa empresa, participou do projeto de construção do Rodoanel Mário Covas de São Paulo, via expressa que contorna a cidade, ligando várias rodovias. Onde foi alvo de investigação na lava jato.
Antes do fim de sua vida 8 meses antes, o trecho foi inaugurado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. No palanque entre dezenas de autoridades, como o futuro governador Geraldo Alckmin, estava Manfred.
Enquanto Marísia abriu um consultório de psiquiatria, se tornou renomada na área. Bem como tornou-se mãe.
Margot mãe de Manfred por sua vez anos depois de ter perdido a filha, no ano de 1976 ela casa-se pela 3 vez com um também engenheiro e fotografo Carlheinz Hahmann, que por sinal era viúvo e pai de um casal.
Margot passou a se chamar Margot Gude Hahmann. O casal Margot e Carlheinz viveram bem, permaneceram juntos por 12 anos.
Dia 3 de Novembro de
1983 nasce Suzane Louise Von Richthofen na cidade de São Paulo
e quatro anos depois o segundo filho do casal Andreas Albert Von Richthofen,
também nascido em são Paulo dia 03 de julho de 1987.
No
ano de 1988 o esposo de Margot acabou falecendo deixando a mulher viúva pela
terceira vez. A mesma passa a ter uma vida solitária.
A família compra a mansão de Campo Belo, no Brooklin bairro nobre de São Paulo e muda-se somente no ano 2000.
Porém continuavam indo no antigo endereço que moravam para pegar as
correspondências, varrer folhas que caiam das árvores.
E nessa casa singela
antes da mansão que é feita a entrevista tão polemica que Manfred prestou ao Jornal
da Manhã.
Através da
fonte do jornalista Julio Tognolli estava procurando nomes curiosos na lista
telefônica de São Paulo, quando encontra o nome de Manfred que poderia ter
ligação ao histórico Barão Vermelho.
Então ele entra em contato para poder entrevista-lo. Assim em fevereiro de 1996 passou a tentar contato duas a três vezes por semana.
Até que ele aceita ser entrevistado no mês seguinte, quando o repórter e o fotógrafo J. F. Diório, estiveram na casa dos Richthofen.
Que fez eles colocassem o crachá por debaixo da porta provando serem jornalistas do Jornal da Tarde. Somente depois abriu a porta aos profissionais.
Logo avisa que não gostaria de aparecer muito na foto pois temia a perseguição quanto a comunidade judaica.
Alegando a seguinte coisa: "Também fomos vítimas de Hitler, uma
declaração de um parente meu fez com que ele perseguisse minha família na
Alemanha. Não quero ser confundido com um nazista".
Logo ele leva
o repórter e o fotografo até a biblioteca mostrando uma árvore genealógica, logo
aponta onde estava o Barão Vermelho e onde ele se encontrava. Essa árvore sempre se manteve na casa da
família.
Então ele
declara a seguinte história:
"O Barão
Vermelho era meu tio-avô. E meu pai foi indicado para testar o primeiro
esquadrão de aviões bombardeio de mergulho Stuka, agrupados num esquadrão
batizado por Hitler de Esquadrão Richthofen. Meu pai comandou tudo isso, foi
bombardear a Guerra Civil Espanhola para proteger o ditador Franco, que
solicitara a Hitler o apoio logístico dos Stukas. Meu pai, de certa forma,
ajudou a pintar a Guernica, de Pablo Picasso, porque bombardeou a
cidade retratada por ele. Meu pai morreu em decorrência de problemas nas
costas, porque mergulhava muito com os Stukas, e quando o avião arremetia,
ocorria aquilo que ele chamava de ?chicote?, a batida forte das costas no
encosto do Stuka".
Eram vistos pelos vizinhos como a família Margarina.
Mas as coisas não eram bem assim tão margarina... mal sabiam os vizinhos o que aquela margarina derretia um pouquinho por dia.
Continuação no próximo capítulo.
Referencias e créditos:
https://www.youtube.com/watch?v=lrJ2vNn_x90 – Família Richthofen e
a relação com Barão Vermelho.
https://www.gaz.com.br/a-avo-santa-cruzense-de-suzane-von-richthofen/. Origem de Margot na
cidade de Santa Cruz.
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeiras-edicoes/imprensa-alem-e-o-baro-vermelho/ Entrevista de Manfred
cedida para o jornal.



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