SUZANE VON RICHTHOFEN atormentada pelo FANTASMA no sistema penitenciário e JULGAMENTO. PARTE 4
Fizemos um vídeo contando o que ocorreu com Suzane Von Richthofen e os irmãos Cravinhos depois da prisão até o julgamento, convido-os a assistir:
Na noite de 20 de novembro de 2002, Suzane foi transferida para a Penitenciária Feminina da Capital, região do Carandiru.
Daniel foi levado ao Belém 2 e Cristian
ao Belém 1. Suzane ficava sozinha numa cela.
Bem
as coisas ficaram complicadas no mundo carcerário de Suzane, sendo que a prisão
da Capital 90% das detentas pertencem aa facções criminosas, onde a rivalidade
era gritante entre as presas do PCC e do TCC, rivais do primeiro e terceiro
comando da capital.
No
país esses grupos são destaque pela marca de sanguinários, extremamente
violentos deixam um rastro de pânico, incluindo quem está preso.
Nessa
prisão feminina além do perigo entre os vivos, havia a perturbação dos mortos,
já que naquele local ocorreu o massacre em 1992 na rebelião do Carandiru onde
mais de 100 detentos foram mortos por policiais.
Ocorrendo
a foto histórica do Carandiru e incluindo aquela inesquecível imagem do prédio
sendo levado abaixo. Ainda segundo contam as almas daqueles detentos não
encontraram paz e nem se deixaram ter paz.
O
antigo Carandiru virou um parque, com grandes arvores, pra completar a noite
naquele silêncio das celas, barulhos de aves noturnas se tornavam um cenário
arrepiante na cadeia feminina, que parecia ganhar o eco do som de coruja.
Na
primeira noite presa, como é rotineiro que se faça uma espécie de adaptação da
criminosa, ela fica em uma pequena cela, onde contém uma cama e uma espécie de
vaso para que a detenta fica ali sem contato por 10 dias, se habituando a nova
fase da vida.
Além
do que isso ocorre para a própria segurança da criminosa, já quem um vaso
sanitário normal elas podem tentar contra a própria vida. E nessa primeira
noite Suzane chora copiosamente.
Mas
não pelo que fez e sim por medo. Os barulhos eram desesperadores, ela ouvia
gritos e os galhos das arvores mexiam dando a impressão que eram braços dentro
da cela. Segundo ela as plantas emitiam um som parecido com assovio.
Ele
disse que aquilo não faria bem, aliás continham fotos da fase de investigação
onde aparecia fotos dos pais de Suzane em estado desfigurado, aquilo não faria
bem a ninguém ter contato.
Suzane
não demorou para perguntar sobre Daniel, o advogado ordenou que ela esquecesse
o rapaz, acabasse com aquilo, pois precisariam tirar Suzane dali. Ela deveria
descarta-lo.
No
primeiro mês Suzane saiu duas vezes da penitenciaria, para esclarecimento do
ocorrido entre eles a reconstituição do crime. No dia da reconstituição,
Cristian contou com riqueza de detalhes, depois Suzane fez sua parte, pediu
para ver o irmão que se negou a vê-la.
Nesse
dia Andreas ficou assistindo Tv no quarto da empregada, mas mantinha-se em
casa. Daniel passou mal na reconstituição, levou uma hora pra conseguir chegar
a suíte. Lá deram a ela um pedaço de papelão para encenar a parte do crime onde
deferiu golpes contra cabeça de Manfred.
Porém
naquele momento o policial deitado, segundo Daniel achava ele parecido com o
próprio pai de Suzane, fazendo com que ele perdesse a força das pernas e caindo
de joelhos no chão.
A
equipe policial precisou fazer um circulo com Daniel e rezar o pai nosso, já
que o mesmo na cadeia tentava se suicidar. A partir dali depois das orações
Daniel conseguiu concluir a tarefa.
O trio volta para detenção, Suzane cobra do advogado o processo para ler. Quem acaba levando as mais de 5 mil páginas é o filho do advogado de Suzane. Barni Jr.
Que nega ter se apaixonado pra Suzane, mas esse comentário foi discutido,
já que o rapaz confeccionou um álbum de fotos dela.
Naquela
mesma noite Suzane passa a ler o inquérito, após a página 500 ela teve acesso
as fotos dos pais sem vida. Acabou adormecendo até que acorda ouvindo sons de
galho de árvores quebrando. O som marcava passos que entravam na cela.
Segundo
ela viu a mão de uma mulher com anel grande que abriu a porta da cela e entrou
de costas, a mesma vestia um longo vestido branco. Igual o da sua mãe. Suzane
tomou coragem para encostar no ombro da mulher que vira de frente para ela.
Contatou
ser sua mãe que soltou um grito, tendo o rosto deformado e praticamente sem
arcada dentária. Suzane desmaiou e foi acordada pela funcionária do presidio,
que a alertou que o maior perigo na prisão estavam as pessoas vivas.
Ela
tinha razão, na segunda fase de inclusão Suzane foi liberada para o banho de
sol. E foi amedrontada pela Maria Bonita, uma detenta condenada a mais de 25
anos por envolvimento com quadrilha.
A
mulher não demora para fazer uma proposta a Suzane, dormir com ela para ter
proteção. Suzane chegou a pensar na possibilidade, assim permaneceria viva, mas
foi alertada a ficar longe de mulheres envolvidas nas facções.
Maria
Bonita 1,80 e fazia parte do PCC, impunha respeito gritando no pátio,
trabalhava para Maria Quitéria a Rainha, A mulher ligada a alta cúpula do PCC.
Que disse a Suzane diretamente para que o advogado dela pagasse 1.500 todo 5º
dia útil na conta que ela mandava.
Isso
era para manter-se viva lá dentro. Caso contrário elas a matavam, esse era o
valor cobrado pelo pagamento de vida que o grupo cobrava. Suzane tentava sobreviver. Nunca pagou nada e
usava da inteligência e talvez de certos cumplices para se manter.
Andreas não quis morar com o tio Miguel, continuou morando na mansão por mais três meses, quando a empregada cansa do guri, que chegou a acusa-la de um roubo de um perfume.
Foi
depois desse evento que Andreas passou a morar com o tio Miguel. Escondido
visitou a irmã na penitenciária, que contou a ela que o tio queria deixa-la sem
herança. No domingo seguinte Suzane recebe a visita do irmão mais uma vez.
Ela
pede que ele escreva uma carta em punho dizendo que ela também deveria ter
direito a herança. Ele escreveu que a mesma ditava. Ele quando questionou a
irmã o motivo de ter feito aquilo com os pais.
Suzane
alegou ter sido ameaçada por Daniel. Essa foi a ultima visita que recebeu do
irmão. Mas conseguiu trabalhar na cadeia abrindo prontuário médico. Foi nesse
período que recebeu uma carta de Daniel que em uma página terminou o
relacionamento com Suzane.
Por
ordem do governo de São Paulo, Suzane era protegida dentro da penitenciária por
segundo ordens alegar ser uma criminosa de mídia e que o pai era um excelente
funcionário que prestava serviço para o estado.
Ficava
em celas com prisioneiras de crimes passionais. Porém ocorreu uma rebelião que
foi iniciada pelas presas do PCC, com intuito de usar Suzane como refém e
ceifar com a vida dela, outo alvo da rebelião seria a comandante do Terceiro
Comando.
Suzane foi
trancada em um armário na penitenciária e por pouco não aa pegaram, o fim da
rebelião ocorreu com a invasão dos militares no local e a morte de Maria
Quitéria.
Resultou no dia seguinte a transferência de Suzane para o Centro de Ressocialização
Feminino,
no município de Rio Claro, a 175 quilômetros da capital. Ela dá entrada no novo
complexo dia 27 de agosto de 2004.
Após
3 anos ocorreu a oitiva antes do julgamento. Foram colocados em cela frente a
frente até a hora dos esclarecimentos. O casal trocavam acusações que um tinha
destruído a vida do outro.
Suzane
o acusava de Daniel ter mentido sobre o amor assim que enviou uma carta
rompendo o romance, o mesmo alegou a sua ex namorada que havia escrito a carta
a mando do advogado.
O trio foi ouvido
pelo Juiz que na semana seguinte, o Superior Tribunal de Justiça
um habeas corpus permitindo a Suzane a
graça de aguardar o julgamento
em liberdade por nove
meses. 28 de julho de 2005 é a marca da 1ª saidinha da garota.
Benefício que foi
concedido também aos Cravinhos que conseguiram soltura por
onze
semanas.
Durante
esse período Cristian conhece uma moça que trabalhava em uma agência bancária,
com 26 anos se encantou com Cristian.
Suzane foi
pressionada pela população que tinha conhecimento de sua soltura, ela entrou no
carro do advogada e no apartamento do mesmo permaneceu. Ela que recebia em
torno de 100 cartas por semana de homens interessados nela.
Nesse período ela
visita a avó Margot, que já havia se comunicado com Suzane através de carta
enquanto estava presa. Suzane e a avó não concordavam com a parte de herança
que Suzane deveria receber.
Suzane tenta falar
com Andreas que alegava ter medo da irmã, que chegou a registrar um boletim de
ocorrência com ela, por se sentir ameaçado.
Ainda incentivado
pelo tio Miguel irmão de Marísia o garoto entra na justiça para tirar de Suzane
direito da herança.
Do qual Andreas
acabou ganhando na justiça o direito de herdar tudo sozinho o que era dos pais.
O caso Suzane deu impulso a uma nova Lei, onde filhos que matam os pais não tem
direito de herança.
Em
2006 o programa Fantástico da rede Globo, depois de 9 meses negociando com o
advogado e tutor de Suzane Denivaldo Barni, para conseguir uma entrevista que
foi feita sem câmeras em Abril daquele ano no apartamento de Barni no Morumbi.
Na
tarde de 5 de abril, o Fantástico encontrou Suzane que falava
e se vestia uma camiseta da Minnie e pantufas de coelho. Franja cobrindo os
olhos. Ela mostrou fotos de amigos e da família. Ao ser questionada sobre o que
sentia por Daniel ela olhava para Barni e respondia:
"Muito
ódio. Muito, muito, muito. Demais. Ele destruiu a minha família, ele destruiu
tudo, tudo, tudo o que eu tinha de mais precioso ele tirou de mim. O que eu
tinha de mais precioso…
Ela
durante a entrevista chorou 11 vezes e teve desmaios. A intenção do advogado era
humanizar Suzane, depois que foi fotogravada pulando ondas no mar.
No
dia seguinte ocorre outra entrevista em outro local. Onde em certo ponto da
entrevista o advogado vai instruir Suzane e com microfone ainda ligado a equipe
conseguiu ouvir que ele a mandava chorar, enquanto ela dizia que não conseguia.
Suzane
estava perdida e manipulada pela equipe de defesa. Ela falou que os pais eram
lindos, que os amava.
Após
essa declaração, dia 24 de janeiro de 2006 os irmãos são presos novamente, pois
estavam acabando com a reputação das vítimas. Ficaram presos até o julgamento. Cristian
continuou namorando com a bancária que o visitava aos domingos.
A
entrevista foi ao ar no dia 9 de abril de 2006. O programa televisivo explorou
a ideia de que a entrevista de Suzane fosse uma farsa da defesa dela dando uma
ideia de frágil, imatura, infantilizada e altamente influenciável, o que a
teria motivado a fazer o que fez.
Baseada
na ideia de que Suzane solta poderia influenciar ou até mesmo atrapalhar o
julgamento, ela foi presa novamente no dia seguinte à exibição da entrevista.
Contudo, após a
polêmica entrevista ao Fantástico em um domingo de
abril de 2006, Suzane foi presa novamente. No dia 11 de abril de 2006, pois
segundo o Ministério Público Suzane representava perigo ao irmão.
O jornalista
que o entrevistou em 1996 alega que em 2001 Ano passado, telefono a Manfred
dizendo que uma aluna de jornalismo gostaria de entrevistá-lo, novamente. Ele é
seco: "Tudo o que eu tinha de dizer você já publicou, então não há sentido
em falar novamente".
Do exposto, podem racionalmente pairar no ar as seguintes indagações:
1) este repórter inventou a história;
2) Manfred, num acesso delirante, daqueles que os psicanalistas chamam de delusão, inventou a história;
3) a imprensa alemã errou em dizer que a história é
mentira e o especialista alemão em Barão Vermelho está mal-informado.
Não há
possibilidade de a história ter sido inventada pelo repórter: as fotos de
Manfred, com o livro do Barão Vermelho nas mãos, foram republicadas pelo Estado
de S.Paulo em 1? de novembro passado, à pág. C-1.
E vamos supor
que os estudiosos e imprensa alemães estejam certos ao afirmar que não há
a mínima possibilidade de parentesco entre o nosso Manfred e o Manfred
"Barão Vermelho": nesse caso, fica com os advogados da filha do engenheiro
e mentora dos crimes, Suzane Richthofen, uma carta na manga para a defesa
derrubar o in dubio pro societate da promotoria. Porque, nesse
caso, o engenheiro Manfred seria um psicopata, delirante a ponto de
inventar uma história de vida que nunca foi sua. E, ainda nesse caso, surgiria
uma apetitosa brecha defensória para Suzane: seu pai era um doente capaz de
vilanias mentais tão específicas que teriam acabado por alterar o
comportamento da filha…
(*) Repórter especial da Rádio
Jovem Pan, professor do Unifiam (SP) e da ECA-USP e consultor de jornalismo
investigativo da Unesco no Brasil.
Julgamento Caso Von Richthofen
O
julgamento iniciou dia 17 de julho de 2006 e durou 5 dias.
Onde
resumidamente Suzane colocava a culpa em Daniel e vice versa. Eles somente
concordaram que todos estavam sob efeito de drogas.
Muitas
coisas vieram a tona onde não se sabe o que de fato é verdade ou não, afinal
cada um deu seu ponto de vista com relação ao crime e a motivação.
Estava
claro que Suzane era a que arquitetava tudo, o próprio promotor disse que ela
era a cabeça e que junto a Daniel que era emotivo formavam uma dupla que
poderia chamar de inteligência e coragem.
E
que Cristian por sua vez desiquilibrado entrou nessa situação pela ganancia em
adquirir bens, o que foi uma grande falha dele.
A
mãe dos réus Cristian e Daniel Cravinhos, Nadja Cravinhos de Paula, prestou um
depoimento carregado de emoção. Ela ressaltou o arrependimento e profunda
vergonha que os filhos estariam sentindo, apesar de pedir aos jurados punição
para todos:
"Cada um tem que pagar pelo que fez, e não pelo que não fez." Afirmou que perdoou a todos, que os pais de Suzane eram agressivos quando bebiam e que de fato abusavam sexualmente da garota.
E que Andreas era
influenciado em demasia por Suzane, e que Cristian não tinha mais problemas com
drogas, pois teria largado dez anos antes.
Reforçando
a linha de defesa montada pelo advogado dos filhos, Nadja declarou que Suzane
não perdeu a virgindade com Daniel e que Manfred e Marísia bebiam muito e
"eram extremamente agressivos" entre eles e com os filhos.
Nadja
disse que, quando Suzane tinha que ir para o sítio com os pais, entrava em
pânico. "Não sei se ela se fazia de vítima, fazendo dele (Daniel) um
instrumento", contou a mãe dos Cravinhos. Cristian e Daniel choraram
bastante durante o depoimento.
A
sentença foi proferida na madrugada de sábado, 22 de julho, às 2h.
O Tribunal do Júri condenou Suzane Richthofen e Daniel Cravinhos a 39 anos de reclusão, mais seis meses de detenção. A pena-base foi de 16 anos, mais 4 pelos agravantes, para cada uma das mortes.
Ambos tiveram sua pena reduzida em um
ano; Suzane por ser à época menor de 21 anos, e Daniel, graças à confissão.
Já
Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos de reclusão, mais seis meses de
detenção. Sua pena-base foi de 15 anos, mais 4 pelos agravantes, também para
cada uma das mortes.
Ele
também teve sua pena reduzida em um ano por ter confessado o crime.
Continuação no próximo capítulo.
Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=lrJ2vNn_x90 – Família Richthofen e a relação com Barão Vermelho.
https://www.gaz.com.br/a-avo-santa-cruzense-de-suzane-von-richthofen/. Origem de Margot na cidade de Santa Cruz.
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeiras-edicoes/imprensa-alem-e-o-baro-vermelho/ Entrevista de Manfred cedida para o jornal.
https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2023/05/05/com-sintomas-de-pedra-nos-rins-cristian-cravinhos-e-socorrido-e-levado-a-hospital-em-taubate-sp.ghtml Semi aberto de Cristian.
Livro: Assassina e Manipuladora; Ulisses Campbell.












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