PLANEJAMENTO, EXECUÇÃO E A CONFISSÃO de SUZANE VON RICHTHOFEN E CRAVINHOS - Parte 3.
Fizemos um vídeo contando desde o planejamento, execução e confissão, convido-os a assistir:
Suzane senta à mesa agradecendo aos pais por terem a alertado quanto Daniel, que estavam certos e conseguia driblar facilmente os pais, que acreditavam que nunca mais tinha conversado com ele.
Até
que em julho Mandred e Marísia foram viajar, passando aquele mês fora. Mês este
que Suzane viveu um sonho ao lado de Daniel diariamente. Nesse 1 mês os dois
ficaram na casa de Suzane.
Diante
dessa questão ocorre as críticas onde muitas pessoas falam que foi errado, que
Daniel se comportava como se fosse dono da casa chamava os amigos para ir lá,
fazia churrasco.
Ele
e Andreas faziam várias coisas usavam arma para atirar em aves e porquinhos da
índia, para Andreas aquilo tudo era surreal, encantador, fazia tudo aquilo que
nunca havia feito.
Até
que um dia na piscina eles veem um avião passar e um acaba dizendo que se o
avião caísse com o pai e mãe seria uma benção. Foi a partir dessa fala que
surgiu, as coisas ganharam força.
Quando
os pais retornaram da viagem Suzane implorou para que os pais comprassem um
apartamento pra que ela pudesse ir morar com Daniel.
E
é claro que os pais não aceitaram a proposta da filha, reforçando a ela que
deveria primeiro se formar, depois trabalhar e quando ela tivesse dinheiro
morar com quem ela quisesse. No entanto os pais perceberam que ela lá estava de
aliança no dedo novamente.
Até
aí podemos pensar, eles se amavam e com certeza caso a Suzane quisesse poderia
até morar com a família Cravinhos que com toda certeza ela seria muito bem
tratada. Daniel também poderia continuar trabalhando e os dois trabalharem.
O
próprio irmão de Daniel Cristian, aconselhou o casal a morarem juntos, que
Suzane fugisse de casa e fosse morar com a família, e que Daniel daria
continuidade ao trabalho e assim ambos viveriam bem.
Mas
parece que aquilo não era o que Suzane queria, uma vida humilde, regrada aos
sonhos também de Daniel que reforçava a ideia seriamos tão felizes se
morássemos naquele paraíso, como ocorreu naquele um mês de férias.
A
ideia do casal era se livrar dos pais e obterem todo o luxo que pudessem desfrutar.
Para
seguir com o plano, os Cravinhos, Daniel e Suzane fizeram um teste de barulho
causado pelos disparos de uma arma de fogo e com isso descartaram a ideia de
utilizar uma. Daniel fabrica dois bastos de ferro oco.
Em cima dessa ideia eles passam a estudar sobre crime, nos últimos dias planejam simular um roubo e assassinar Manfred e Marísia. Estudaram através de série e demais conteúdos como encerrar com a vida de alguém sem deixar rastros.
Suzane
chegou a desistir de matar os pais e demonstra a Daniel que aceitava a decisão
deles de proibir o namoro dos dois.
Nessa hora, Daniel chantageia Suzane e diz que vai se suicidar,
já que o namoro não pode continuar. Então,
ela volta a querer que ocorra o assassinato, mas com
a condição de não ter que botar a mão na massa.
Daniel vai atrás de seu irmão Christian para ter ajuda e cometer o crime, Cristian não queria participar e os dois acabam discutindo. Cris alega ao irmão Daniel que eles seriam pegos e que ele não era um criminoso, ameaçou o irmão que iria contar para os pais.
Nesse momento Daniel desistiu de matar os pais da Suzane.
Visto
que Daniel desistiu, Suzane aproveita da emoção do guri e prega outra mentira e
disse o seguinte a ele:
“Já
que você desistiu, vou te contar algo que eu não ia te contar: meu pai
abusa sexualmente de mim desde os 14 anos”.
Ela chorava e implorava para que o Cris ajudasse, muito desesperada ela repetia as últimas palavras de uma frase, Daniel fica possesso volta para casa e começa a quebrar o ateliê de aeromodelismo inteiro.
Daniel mais do que nunca queria executar o plano e pede ao irmão mais uma vez ajuda, que segundo Cristian alegou que entrou nessa por amor ao irmão, pois sabia que Daniel sozinho não ia ser capaz de matar os dois sozinhos.
Sabe-se que Cristian necessitava bastante de dinheiro, pois precisava pagar dívida. Mas para fazer o que fez, bem provável que realmente foi por amor ao irmão, pois ele sabia que Daniel iria tentar sozinho caso ele não fosse.
O crime da família Richthofen
Na
tarde de 30 de outubro de 2002, Suzane e Daniel Cravinhos repassaram pela última
vez os planos do assassinato dos pais.
Conversaram
com Cristian, que morava na casa da avó, porém Cris resistia em participar do
plano, mas Daniel pediu que o irmão o ajudasse, já que não sabia mais o que
fazer para tirar Suzane da casa.
Mas
na Verdade Cristian precisava de dinheiro para pagar dívidas que tinha com traficantes,
além disso ele queria muito comprar uma moto.
Daniel
cansa de esperar a resposta do irmão e diz que ele pensasse caso resolvesse ajudá-los, que os esperasse em uma
dada rua, próxima a um cyber café aonde levariam Andreas.
O
casal Daniel e Suzane levam Andreas que tinha 15 anos, até o cyber café. Com o
argumento que precisavam de ajuda para comemorarem o aniversário de Suzane no
motel, assim Andreas ajudaria Suzane a mentir para os pais, que levaria o irmão
na LAN house.
O
guri ainda na boa intenção foi com intuito de ajudar a irmã no encontro. Cristian
chegou ao local às 22h12 e saiu às 22h50, para que Andreas não o visse. Por
volta das 23h20, Suzane e Daniel encontraram-se com Cristian perto do local.
Os
três seguiram para a mansão dos von Richthofen no Volkswagen
Gol dourado
de Suzane, Daniel dirigia sem atinar nada, total mente fora de si. Até que
Suzane assume a direção. Passam pela guarita abaixados, dando a impressão que
somente Suzane estava no carro.
Nesse
dia o vigia estava assistindo o jogo, mas percebeu que ela entrou no
condomínio. Suzane com 18 anos prestes a completar 19, Daniel com 21 e Cris com
26. A caminho da casa Cristian tentava faze-los desistir, que aquilo acabaria
com a família de todos eles.
Mas
Suzane insistia em dizer que não seria feliz enquanto não matasse os pais.
Na
casa as câmeras de segurança não captaram nenhuma imagem, pois Suzane havia desligado
o alarme e as câmeras de vigilância da casa.
Cristian
alertou Daniel: “Tamo junto nessa, mas a gente vai se dar mal, não vamos
saber nos comportar depois de cometer o crime”. Afinal a educação que eles
receberam, não era aquela.
Em
torno das 11:oo da noite eles estacionaram o carro na garagem com os faróis
apagados. Cristian bateu a porta do carro com força no intuito de acordar o
casal, mas sem sucesso, deu continuidade ao plano.
Cada
irmão possuía uma barra de ferro oca em forma de cilindro e com ponta dobrada
como pé de cabra, em outra extrema do cilindro onde eles seguravam o
instrumento Daniel fez pequenas ondulações, para ficar mais firma para
utilizar.
Além
disso a parte oca ele preencheu com pedaços de Bálsamo uma espécie de madeira
usada na construção dos aviões de aeromodelismo e massa epox, assim o
bastão ficou letal.
Os
irmãos vestiram blusas e meias-calças por cima da roupa para evitar que caíssem
pêlos pela casa, usaram luvas cirúrgicas da própria mãe de Suzane.
Para
que entrassem sem fazer barulho, Suzane abriu a porta, subiu as escadas e
acendeu a luz do corredor, para que os irmãos tivessem visão do quarto do
casal.
Marísia
e Manfred dormiam nesse momento. Os Cravinhos entraram no quarto do casal
segurando a barra de ferro. Daniel seguia em direção ao engenheiro Manfred,
enquanto Cristian ia em direção a Marísia.
Cada
um dos irmãos ficaram em lado oposto da cama observando o casal, até esse
momento Cris esperava que o irmão desistisse, aguardava o primeiro golpe de
Daniel contra Manfred para iniciar o seu contra Marísia.
E
o que ocorre é que Manfred se mexe e vira de barriga pra cima e abre os olhos,
ali Daniel inicia o espancamento, já no primeiro golpe parte da cabeça afunda
ele tenta sentar e dali em diante era sangue que respingava até nos Cravinhos.
A
cabeça por conter bastante vasos sanguíneos, a cena se tornava brutal para quem
nunca havia cometido um assassinato. Recebeu tantos golpes na cabeça e tórax
que pela décima vez provavelmente que foi a óbito.
Com
toda certeza foi uma morte sofrida e que envolveu bastante dor. E do outro lado
da cama Cris fez o mesmo contra Marísia só que o primeiro golpe pegou de raspão
o que fez com que ela acordasse e lutasse pela vida.
Mas
foi em vão, teve os dedos quebrados e sofreu ainda mais pra morrer, Cris deu os
primeiros golpes sem tanta força, ele fechou os olhos para deferir os golpes
com que fez com que ele errasse alguns.
Na
cena horrenda Daniel gritava para que Cristian batesse com força, então depois
da 4ª pancada que Cris havia deferido contra Marísia ele passou a bater tão
forte que a ponta do bastão em formato de pé de cabra, ficou encaixada na caixa
craniana.
Mesmo
assim ela ainda lutava pela vida, para tirar o bastão preso na cabeça ele
movimentou ao contrario fazendo afundar o bastão na cabeça enquanto a parte da
ponta em L saiu e espalhou massa encefálica pelo chão e parede.
Acredite
ou não, Marísia ainda estava viva. A partir daí foram muitos, mas muitos golpes
do qual desfigurou totalmente o rosto da mulher, moendo os ossos da face.
Depois de 20 pancadas que ela parou de se mover.
Os
dois exaustos de tanto baterem param de bater. Até que passam a ouvir o casal que
emitia um som "parecido com um ronco". Que era na verdade o sangue
que descia na garganta que emitia som de gargarejo.
Então,
para parar aquela agonia dela, Daniel pede que Suzane trouxesse uma jarra, ele
enche no banheiro de água e despejam no rosto das vítimas, que aumentou ainda
mais o barulho. Até que Manfred para, mas Marísia continuava a emitir aquele
som.
Cristian
pegou uma toalha no banheiro do casal e empurrou pela garganta de Marísia, o
que quebrou um dos ossos do pescoço de Marísia. Daniel molhou uma toalha e
limpou o rosto de Manfred rezando e pedindo perdão pelo que fez, mas na
situação de Marísia, nem rosto mais tinha pra limpar.
Depois
de confirmar que os dois estavam mortos, Daniel colocou uma arma pertencente a
Manfred perto de seu braço, ao lado da cama, e cobriu o rosto dele com uma toalha.
Já que ficaram com o rosto extremamente desfigurado.
Fizeram
isso também para que o Andreas não visse aquilo quando chegasse em casa. Cris
pegou um saco de lixo preto e ensacou a cabeça da mulher que não parava de
verter sangue e água. Cobriram os corpos
também, mas não ficar a cena pior do que já estava.
Pegaram
mais sacos de lixo que havia sido deixado por Suzane na escada para que os
irmãos depositassem as barras de ferro e suas roupas manchadas com o sangue dos
pais. Todos trocam de roupa.
Suzane
não entrou no quarto, apenas certificou que os pais estavam dormindo e desceu
as escadas, e falou par aos irmãos que eles poderiam ir. Ficou sentada no sofá,
com a mão no ouvido.
Segundo
ela não queria mais que os pais morressem, mas quando percebeu não tinha mais o
que fazer. Enquanto ocorria um massacre Suzane também aproveitou o momento para
roubar o dinheiro em espécie que havia na casa, guardado dentro de uma pasta de
couro com código.
Ela
por sua vez abriu a maleta, pois sabia o segredo, mas Daniel depois cortou a
pasta com uma faca para forjar o roubo de 8.000,00 reais, 5 mil dólares e mil
dólares. E algumas jóias maiores, espalharam papel por tudo abriram gavetas.
Abriram
um cofre do casal, onde estavam joia. Espalharam as joias pelo chão e deixaram
o revólver intacto, em cima do tapete no chão ao lado do corpo do
engenheiro. Como se ele tivesse tentado atirar contra o possível ladrão.
Os
bastões ensanguentados foram lavados na piscina e tudo que foi usado no crime
foi colocado dentro de sacos de lixo, tendo os Cravinhos inclusive trocado de
roupa.
Como
pagamento pelo serviço, Cristian fica com o dinheiro e algumas joias. A partir
disso, depois de 1 Km e meio jogaram as provas dentro de um containner de lixo.
Eles saem fazendo planos para o futuro.
Suzane
falava que passaria um período com dificuldades financeiras, enquanto Daniel a
aconselhava vender a casa, investirem em empresa e empregar Andreas, assim
ficaria bom para todos. Cristian se mantinha em silêncio ainda estarrecido com
o que havia feito.
Porém
os três precisavam encontrar um álibi. Cristian é deixado pelo casal perto do
apartamento da avó, com quem ele morava. Enquanto Daniel e Suzane foram para o
motel Colonial na avenida Ricardo Jafet, na região do Ipiranga, zona sul.
Cris
deixa o dinheiro em casa, vai com uma amiga para o hospital visitar o amigo que
naquela noite havia quebrado o braço. Enquanto Daniel e Suzane.
Ficaram
na suíte presidencial, pela qual pagaram cerca de 300 reais, pediram coca-cola
e um lanche de presunto. Ao pagarem a conta, Daniel curiosamente pediu uma nota
fiscal, permaneceram no local da 1h36 às 2h56, segundo a polícia.
Saíram
do motel e foram até o cyber café para pegar Andreas. Depois foram até a casa de
Daniel deixaram Andreas andar de mobilete.
Por
volta das 4h, Suzane e Andreas retornaram para casa. Eles chegaram à mansão,
onde Suzane disse ter "estranhado" o fato de as luzes estarem acesas
portas estarem abertas.
Andreas
entrou na biblioteca e gritou para os pais, enquanto Suzane, correu para a
cozinha, pegou uma faca e a entregou ao irmão, ordenando-lhe que esperasse do
lado de fora da mansão, ligou para Daniel e depois, junto de Andreas, deu
vários telefonemas para dentro da casa, esperando que seus pais atendessem.
Daniel
vai até o local..
Às
4h09, Suzane contactou a polícia. Disse que estava em frente à casa da
namorada, que suspeitava de um assalto na casa e pediu socorro. O primeiro
policial a chegar no local foi Alexandre Paulino Boto.
Boto
e outro policial entraram na residência, com cuidado, pois ainda havia a
possibilidade de se encontrar um suposto ladrão. No andar de baixo, a
biblioteca estava totalmente revirada, a sala e a cozinha estavam em ordem.
Uma
escada levava ao andar superior. Os PMs subiram e verificaram o que parecia
ser um quarto feminino, com o closet revirado e bichos de
pelúcia jogados ao chão. O quarto seguinte era tipicamente masculino, com um
aeromodelo pendurado no teto, tudo organizado; 3 travesseiros cobertos por um
lençol.
O
próximo quarto era de casal, um homem estava morto na cama próximo a uma arma;
a hipótese de suicídio foi logo descartada, quando Boto encontrou um corpo feminino
debaixo dos lençóis.
Temendo
a reação dos jovens, os policiais acionaram por mais policiais. Por volta das
4h30, a família de Daniel já estava no local, abraçada com Suzane e Andreas.
Boto pediu que Daniel contasse aos filhos do casal que seus pais haviam sido
assassinados.
Daniel
abraçou os dois, abaixaram a cabeça, cochicharam. Andreas se afastou do grupo,
aparentemente em estado de choque. Suzane se aproximou de Boto e perguntou “O
que eu faço agora?”.
Daniel
ligou para o pai que foi até o local.
As
5:00 da manhã ambulâncias e polícias chegavam no local. Assim como a imprensa,
quem prestou esclarecimentos foi Astrogildo Cravinhos, enquanto Suzane e Andreas
eram encaminhados a delegacia, junto a eles foi Daniel.
Na
delegacia 6 da manhã o comportamento de Daniel e Suzane causavam desconfiança
na equipe policial, enquanto aguardavam para serem atendidos. Suzane cochilava encostada
nos ombros de Daniel, quando acordada acariciava o namorado.
Enquanto
Andreas ficou ali sentado, encolhido em choque. No boletim de ocorrência Suzane
disse ao delegado titular Dr. Enjolras Rello de Araújo, “Eu gostaria que vocês
matassem e torturassem esses caras que mataram meus pais” e sorriu para Daniel.
A
família é liberada, que vai para a casa dos Cravinhos, enquanto isso a perícia
trabalhava em cima da cena do crime.
Haviam
vários furos...
·
Arma deixada pelos ladrões, nenhum faria
isso.
·
Fundo falso do armário onde pegaram a
arma estava aberto, alguém conhecido só poderia saber daquilo.
·
Maleta 007 fechada com código estava
rasgada na lateral.
·
Suzane havia informado o valor exato que
havia nela.
·
Na cena do crime tinha mais de 1 pessoa,
afinal quando espancasse um o outro teria saído correndo.
·
As gavetas foram só abertas para simular
um assalto, quando um ladrão invade a casa arranca a gaveta fora.
·
Quarto das crianças e cozinha intactos.
·
Jarra utilizada no crime, foi pega da
casa e sem bagunçar a cozinha, bem como os sacos de lixo preto.
·
Talão de cheque em cima da mesa do
escritório e celular que não foram levados por ladrões, isso jamais ocorreria.
A
principal suspeita até então apontada pela Suzane a polícia era uma ex
funcionária. Porém a mesma provou que estava internada no hospital. A outra
funcionária atual da casa aquela data, tinha dois álibis que provavam que ela
estava em sua própria casa na noite do crime.
O
sepultamento do casal Richthofen dia 1 de Novembro, no cemitério Redentor, na
região de Pinheiros, no bairro Sumaré em São Paulo. Manfred faleceu aos 49
anos e Marísia 50.
Além deles, foram
sepultados lá, ao longo de 70 anos, oito entes da família Richthofen e quatro pessoas de um braço
genealógico de Manfred, conhecido como família Matheis.
Local
este que ninguém visitava, nem mesmo após a sepultura do casal. Nem no dia de
finados, tudo ficou abandonado, bem como ninguém nem pagava os impostos a
prefeitura.
Andreas
tinha 15 anos, Suzane 19 dois dias depois completaria 19 anos. Os irmãos
acompanhados a todo momento do advogado da empresa de Manfred que trabalhava no
DERSA.
No
sepultamento tem aquela história sobre a roupa que a Suzane vestia, que muita
gente questionou, pois ela estava com um cropped e não seria adequado para se
ir daquela forma num caso como aquele e naquela ocasião.
Enquanto ocorre o velório também ocorre a compra de uma moto que Cristian fazia, no nome de um amigo e pagamento em dólares.
Uma moto grande e esportiva. O amigo
aceitou colocar a compra em seu nome, já que Cris alegava que tinha dívidas no
banco e poderia perder o bem adquirido.
Andando
em sua nova moto eu chamava bastante atenção ele vai até a casa da namorada de
16 anos e filha de um oficial de justiça. Totalmente transtornado e chorando
compulsivamente ele conta o que havia feito.
Nesse
mesmo dia Suzane pede pra que a empregada limpasse tudo, principalmente o
quarto dos pais e não deixasse nenhum rastro de sangue, nenhuma gota de nada
nas paredes. Tirasse a cama do quarto.
Só
que da o horário de ir embora e a mulher não havia conseguido limpar tudo, a
Suzane ordena que ela só vá embora depois que esteja tudo pronto. Por fim a
mulher sai da casa somente as 23:00. Assim encerrava aquela sexta feira.
Investigação caso Suzane Richthofen
A
investigação começava, mas o tal latrocínio estava bem estranho, parecia um
teatro, mas a polícia começou as interrogações pelas pessoas próximas, filhos,
empregada, colegas de emprego de Manfred, pacientes de Marísia.
Essa
mesma empregada da casa, que limpou tudo até 11 da noite, acaba alegando a
polícia que dias antes ela tinha ido junto com Marísia trocar os miolos das
fechaduras e mudado as chaves.
Alegou
que só o casal e Suzane tinham a chave, já que eles não confiavam no Andreas
que era muito novo pra ter a chave da casa.
Passaram
a investigar o namoro do casal, já que informações de amigos da família os pais
de Suzane não concordavam com o namoro que chegou a ser rompido uma vez.
As
investigações se estenderem até a casa dos Richthofen, que é o tal dia tão
comentado onde saiu a história que a delegada ao chegar na mansão estava dando
uma festa, regada a churrasco, drogas, amigos e piscina.
Pois
bem eu vi essa delegada de investigação do caso, que disse o seguinte, eles
chegaram na casa e Suzane estava com roupa, porem notaram que por baixo ela
usava biquini. Mas que não havia festa nenhuma.
Isso
acontece no sábado de tardinha, quando a polícia na casa vai perguntando onde
ficava o quarto, enfim tudo o que envolveu o crime na casa, enquanto isso
parecendo ser indiferente estava andreas com fone de ouvido.
Mas
que ao chegarem lá o quarto estava limpo, muita coisa já no lixo, cena do crime
foi mexida. Mas nada de festa como saiu na mídia. Mas que haviam fatores que
acusavam Suzane, como por exemplo:
Saco
de lixo, que era da casa, somente os moradores saberiam onde estava, jarra, que
gavetas foram só abertas, se caso fosse um roubo eles arrancariam as gavetas, a
porta não foi arrombada.
A
polícia se retira do local. Daniel, Andreas e Suzane vão jantar na casa do tio
irmão de Marísia, preocupado com os sobrinhos pedem para que fiquem em sua
casa.
Com
auxilio do tio Suzane vai até o local de trabalho de Marísia, onde a garota
informa uma demissão coletiva. A polícia desconfiada da própria filha das
vítimas, passa a investigar a família do namorado dela os Cravinhos.
Quem
acaba percebendo a nova moto dos Cravinho é a imprensa que cobria o caso,
bateram foto do rapaz em sua moto e publicaram. Cri vai devolver a moto cujo o
dono da loja aceita a devolução e entrega o dinheiro.
Mas
acompanhando aos noticiários o empresário faz a denuncia para a polícia. Que
investiga a compra da moto e que Cristian inclusive chegou a colocar no nome de
outra pessoa.
Além
do que ao verificarem ainda mais, percebem que a compra foi paga em dólares. Por
conta dessas informações eles levam Cristian em um camburão para prestar
esclarecimentos, quase ao mesmo tempo que Suzane e Daniel chegam depois de
serem convocados a prestar depoimento.
O
interrogatório, para tirar dúvidas sobre eventuais contradições, durou várias
horas. A sociedade e jornalistas faziam pressão sobre a polícia para que
prendessem os possíveis assassinos, como era uma família importante queriam
agilidade.
Os
investigadores e delegados faziam bastante pressão para que eles confessassem e
sem que um não soubesse do depoimento do outro, cada um em uma sala diferente
sendo interrogados simultaneamente por policiais diferentes.
Suzane
era interrogada pela delegada Dr. Cintia Tucunduva
Daniel
pelo delegado Dr. Domingos Paulo Neto
Cristian
pelo delegado Dr. José Masi
O
interrogatório passou de 4 horas, quando os profissionais fizeram intervalo.
Foi nesse momento que Suzane diz a Daniel que era melhor ele assumir a culpa,
assim ela ficaria solta e poderia visita-los, alegou também que não havia
matado os pais e sim ele e Cris.
Daniel
percebeu e até comentou que se sentia usado pela namorada, ela ouvindo a
alegação dele permaneceu em silêncio. Até a volta do interrogatório.

Delegada que interrogou Suzane Von Richthofen
Por
conta da moto Cris virou alvo principal dos questionamentos, além do que entre
os três, Cristian que era mais fácil de tirar informações. Afinal era mais vulnerável.
Diante
de Cristian que tinha altos e baixos de emoções por conta do vício em drogas,
se apresentava em total desespero, chorava muito, saia do controle, os
investigados apostavam toda pressão psicológica em cima dele.
Com
Cristian eles começam a falar que o maior criminoso era ele, pois Daniel e
Suzane fizeram aquilo por amor, mas ele era cruel, fez o que fez por dinheiro.
Ele levado pela emoção e se sentindo humilhado por aquilo, confessa que fez
tudo por amor ao irmão e não por dinheiro.
Tanto
que ele não queria aceitar, mas por não ter conseguido fazer o irmão mudar de
ideia e sabendo que Daniel não daria conta daquilo sozinho foi ajudar.
Na
verdade, tanto Suzane quanto Daniel se mantinham na mesma versão. A mesma
pressão faz com Daniel, dizendo que Cris confessou, que o irmão ia ser preso
por culpa dele. Daniel se sente mal e confessa o crime.
Não
teve muito que Suzane fazer depois de gritarem uma hora sem parar pra ela
confessar: Ela disse eu sou um monstro, matei meus pais. Portanto dia 8 de
novembro de 2002, Cristian, Daniel e Suzane confessaram o assassinato do casal.
A
família Cravinhos contrata um advogado, enquanto a Suzane sem família recebe
ajuda do advogado que trabalhava na empresa do pai dela, do qual eram colegas
de trabalho o Dr. Denivaldo Barni.
Em 2002 a mãe de Manfred, Margot assinava o sobrenome
Hahmann e estava com 80 anos. Ainda se apresentava em anonimato.
Continuação no próximo capítulo.
Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=lrJ2vNn_x90 – Família Richthofen e a relação com Barão Vermelho.
https://www.gaz.com.br/a-avo-santa-cruzense-de-suzane-von-richthofen/. Origem de Margot na cidade de Santa Cruz.
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeiras-edicoes/imprensa-alem-e-o-baro-vermelho/ Entrevista de Manfred cedida para o jornal.
https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2023/05/05/com-sintomas-de-pedra-nos-rins-cristian-cravinhos-e-socorrido-e-levado-a-hospital-em-taubate-sp.ghtml Semi aberto de Cristian.
Livro: Assassina e Manipuladora; Ulisses Campbell.

















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