LUZ VERMELHA o PESADELO DOS ANOS 60

LUZ VERMELHA o PESADELO DOS ANOS 60


CONTAMOS O CASO EM NOSSO CANAL DO YOU TUBE:






João Acácio Pereira da Costa nasceu dia 20 de Outubro de 1942 em São Francisco do Sul - Santa Catarina. Possuía apenas um irmão mais velho que é Joaquim Tavares Pereira.

 

Aos 4 anos João e seu irmão ficaram órfãos de pai e mãe. Foi assim que ambos passam a morar com o tio José Pereira da Costa na cidade de Joinville.

 

Durante a estadia morando com o tio, os irmãos sofriam torturas físicas e psicológicas. José o tio tratava dos sobrinhos, mas isso não saia de graça, talvez pela falta de condições financeiras.

 

Mas o fato é que desde que ainda eram bem pequenos os irmãos eram submetidos a trabalhos forçados para em troca de comida.

 


Devido as torturas causadas pelo próprio tio e trabalho pesado, João passou a andar pelas ruas de Joinville, trabalhava como engraxate e até conseguia algum dinheiro. Mas passou a cometer pequenos furtos. Geralmente roubava comida e roupas.

 

João Acácio era muito vaidoso, sendo de família realmente miserável, admirava grandes artistas da época. Mas por um período foi um garoto morador de rua.

 


Mas ainda na fase de pré-adolescência os meninos mais velhos que eram seus rivais. Acabaram por abusando sexualmente de João Acácio. E assim ele se tornou mais rebelde e despertou seu pior instinto.

 

A vida criminosa foi sendo cada vez mais presente na vida de João que passou a cometer roubos pelas ruas de Joinville com mais frequência, que chegando a ficar bem conhecido pelos policiais.

 

Os profissionais de segurança pública incentivaram a trabalhar e buscar uma vida melhor. Conseguiram para João Acácio um trabalho que serviria como reabilitação em uma tinturaria.

 

Mas ele trabalhou por pouco tempo, afinal acabou perdendo o emprego assim que João beija a boca da filha do patrão e foi flagrado na mesma hora pelo chefe.

 

Depois do tal evento João Acácio passa a trabalhar em outra tinturaria. Mas as coisas não acabaram muito bem, o guri vaidoso queria se arrumar para ir ao cinema muito elegante.

 


Mas não tinha a roupa que queria, assim ele acabou pegando um terno de um cliente que estava na tinturaria, assim é flagrado roubando o tal terno. E consequentemente perdendo o emprego.

 

Visto que a vida estava indo de mal a pior e que a polícia não dava trégua ele decide ir embora para Curitiba.

 

E depois que se fica na cidade acaba se mudando novamente em 1960 para Baixada Santista em São Paulo. Nesse período São Paulo estava em crescimento populacional já passavam de 3 milhões de pessoas.

 

Fixando-se em Santos João Acácio se vestia muito bem, sempre elegante e na Baixada Santista aos ser questionado o que o levou a morar ali ele respondia que que era filho de fazendeiros e levava uma vida pacata com os pais.

 

Assim ele começou a ter a brilhante ideia de não cometer mais crimes onde morava para não ser conhecido. Logo ele saia de Santos e se deslocava até a capital – São Paulo.

 

Por lá praticava os crimes de roubo e voltava intacto para Santos. Nesse período ele faz dos furtos sua profissão, ambicioso passou a cometer assaltos roubos e desmanche de carros no Rio de Janeiro.

 


Os negócios de João Acácio iam de vento em poupa, ganhando dinheiro precisava enganar a polícia para não ser pego. E de fato que enganou e por anos. Isso porque ele se vestia e muito bem, jamais se diria que o tal filho de fazendeiro era assaltante ou ladrão.

 

O apartamento do qual ele morava era todo decorado com cor vermelha, cor esta que ele tinha como seu principal gosto, pois representava algo demoníaco. E claro passou a usar uma identidade falsa com o nome de Roberto da Silva.

 


As roupas que ele trajava eram da moda pra época, se vestia como os músicos da jovem guarda em especial, com o Rei Roberto Carlos, também adorava cinema e filmes de faroeste. 

 


Tinha gosto peculiar por cores fortes e coloridas, por vezes utilizava de peruca, chapeis extravagantes e o tal lenço de cawboy do qual cobria parte do rosto, como os criminosos dos filmes de faroeste. 

 

Se inspirava em um filme chamado EL DOURADO. Nesse filme os bandidos usavam durante os assaltos ternos escuros, chapéus de feltro, um lenço vermelho cobrindo o rosto e dois revólveres.

 


Assim ele variava de figurino sem deixar pistas, os crimes também variavam, afinal dias era desmanche de carro, depois assalto, posteriormente roubo, dai para mudar um pouco ele invadia casa e colocava fogo.

 

Não parecia que os crimes cariados eram cometidos pela mesma pessoa, quem tinha a casa invadida passava a polícia um perfil, que não condizia com outro morador que também tinha sua casa invadida.

 

Nesse período onde a população paulista sofria roubos devido ao aumento populacional, as grades nas janelas eram instaladas, mas isso não era impedimento para o criminoso.

 

Que usava que macaco de carro para abrir grades e janelas. Invadia a casa das famílias e roubada jóias, dinheiro e tudo que ele pudesse carregar, se tornou incendiário e abusava das mulheres.

 


A população Paulista preocupados com tudo que ocorria e nada do bandido ser presos, já que se tratava de um homem violento. Faziam pressão para que a polícia o encontrasse. Porém os anos se passavam e o bandido continuando suas atrocidades.

 

Nessa fase ele era chamado de bandido do macaco devido ao uso do macaco de carro, outros o chamavam de bandido mascarado, zorro dos pobres. Porém depois ele foi batizado pelas vítimas com outro nome que ficou marcado como sua identidade criminosa.

 


E foi através de um noticiário que João Acácio acaba tendo acesso que ele se inspira num personagem criminoso que utilizava de uma lanterna vermelha chamado Caryl Chessman.

 

O noticiário informava que um norte-americano foi executado na câmara de gás de uma prisão na Califórnia pela prática de vários crimes sexuais. Pelo fato de se tratar de um homem temido pela sociedade João resolveu assumir essa identidade.

 

Assim ele vai até uma antiga loja de departamentos da Mappin e compra uma lanterna de aro avermelhado. E passa a cometer assaltos como o tal homem fazia.

 

E foi vestido com trajes de cowboy, lenço vermelho no rosto, chapéu e lanterna vermelha que ele passou a invadir casas de famílias ricas, mansões e fazendo um marco histórico nesses ataques.

 


O crime era marcado pelo corte de energia da casa, abertura das janelas com macaco de carro e violência física. Por vezes, ateava fogo nos corredores das mansões.

 

Os ricos eram seu alvo, ele invadia a casa e armado rendia a família, roubava joias e deixava um bilhete  recomendando que as vítimas estivessem vestidas na próxima vez em que ele as assaltasse.

 

Pois na opinião dele as pessoas estavam pessimamente vestidas para dormir aquilo era uma vergonha. Ocorreu também denúncias de mulheres que tinham as casas invadidas que ele as estuprava.

 

Os assaltos eram praticados por João quatro Dias por semana e entre as 2 e 4 horas da madrugada.

 


O perfil logo era formado pela polícia, se tratava de um homem de personalidade excêntrica, sem medo de ser pego. E que obviamente as vítimas informavam que ele usava da lanterna vermelha.

 

E foi assim que foi estampado nos Jornais a busca e o medo do bandido da Luz Vermelha. A população paulistana em pânico, afinal na época, o índice de latrocínio em São Paulo era de quarenta por ano.

 


Foram mais de cinco anos de perturbação pública, com dezenas de assaltos, estupros e homicídios atribuídos a ele pela polícia.

 

Considerado como Serial Killer para alguns, não havia sedução com as mulheres. Elas eram brutalmente abusadas quando tinham suas casas invadidas de madrugada. Por se tratar de uma época onde as famílias eram tradicionais.

 

As mulheres não comunicavam que havia sido violentadas, pois tiraria a honra de seus esposos. O que fez com que elas se calassem. O bandido da luz vermelha se tratava de um homem frio, perverso e assassino.

 

No dia 3 de outubro de 1966, quando o estudante de 19 anos Walter Bedran, ao tentar surpreender o bandido que acabara de invadir o quintal de sua residência no Sumaré, foi alvejado com um tiro na cabeça.

 

Dez dias depois, a vítima foi o operário José Enéas da Costa, 23, morto durante uma briga com João Acácio em um bar no bairro da Bela Vista.

 

Em 7 de junho de 1967, no Jardim América, o industrial Janosh von Christian de Száraspatak, ao reagir a uma tentativa de roubo, foi assassinado numa troca de tiros.

 

Em 6 de julho de 1967, João Acácio ainda matou o vigia José Fortunato, que tentou impedir sua entrada na mansão em que fazia guarita, no bairro do Ipiranga.

 

Em 15 de Julho de 1967 foi publicado o retrato falado do criminoso. Mesmo assim a polícia não tinha seu paradeiro. Se tornando inimigo número 1 da polícia de São Paulo.

 


Enquanto ninguém o detinha ele tocava sua vida normalmente, costumava se passar por músico, carregando uma guitarra que havia roubado.

 

Gastava dinheiro com roupas, boa vida, carros, mulheres nas boates noturnas,  boates as famosas boates azuis.

 

Mas a vida de crime chegou ao fim 6 anos depois, após ele deixar suas impressões digitais na janela de uma mansão.

 

A prisão ocorreu em 7 de agosto de 1967 em Curitiba após a polícia descobrir que ele vivia sob a identidade falsa de Roberto da Silva.  Acabou sendo detido, com várias malas cheias de dinheiro.

 


Ele respondia a 77 assaltos, 2 homicídios, 2 latrocínios e 7 tentativas de morte. Estima-se que ele cometeu mais de 100 estupros contra mulheres.

 

Preso e enviado para São Paulo no Carandiru ele relata sua vida e como parou na criminalidade.

 


Levado à julgamento ele confessou quatro crimes. Pela soma da condenação em 88 processos, ele recebeu uma pena de 351 anos, 9 meses e 3 dias de prisão. Mas por crime de abuso sexual nunca ficou provado.

 

Assim que foi preso muito se noticiou sobre sua diferente forma de atuar no mundo criminoso, as informações a respeito de João Acácio eram curiosas pela personalidade do homem.

 

Assim ganhou não só fama no mundo do crime como também centenas de cartas de mulheres que queriam namorar e casar com o criminoso bonitão. As mulheres o achavam lindo e maravilhoso de deuso.

 


Com 25 anos de prisão o bandido da luz vermelha deu uma entrevista para a radio bandeirantes onde o Renato Lombardi o entrevistou. Durante as alegações explicou que a prisão é um inferno e ao mesmo tempo e cheia de regalias que por ser famoso.

 

Também disse que usaram ele como cobaia na psiquiatria ele não merecia ser tratado como louco pois não era agressivo nem tinha matado ninguém na prisão, o mesmo diz que usou arma na cadeia fumou mas nunca tentou matar ninguém.

 


Que havia tentado 3 vezes contra a sua vida e desistiu por ser covarde. Mas que ele não era malandro e quando estivesse em liberdade iria procurar a família em Santa Catarina.

 

Ainda planejava fugir e ser o cara mais famoso sendo seu conselho para os criminosos que estão iniciando essa vida para que parem de roubar porque o crime não compensa.

 

No sistema carcerário João era medicado com remédios pesados psiquiátricos, passou a apresentar muita confusão mental e foi diagnosticado como esquizofrênico.

 

Preso em São Paulo sua detenção passou a ser cumprida no Hospital de Custódia de e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha. Pois alegavam os médicos que ele tinha problemas mentais.

 


As paredes da cela individual que ele ficava era cheia de números e várias frases desconexas. Corpo cheio de tatuagens com simbolismos umbandistas. E nas mãos era conectado com a bíblia a espera da liberdade.

 

Enquanto preso o que se tem relatos é que ele era grosseiro, mal educado, folgado.

 


José Acácio o Bandido da Luz Vermelha deveria ser solto em 23 de agosto de 1997, mas foi impedido por uma liminar concedida pelo então segundo vice-presidente do Tribunal de justiça de São Paulo, Amador da Cunha Bueno Neto.

 

Segundo o magistrado, a sociedade não poderia ficar à mercê dos crimes do condenado. A liminar, entretanto, foi revogada três dias depois e a liberdade foi concedida.

 

Após cumprir os 30 anos previstos em lei, obteve liberdade na noite do dia 26 de agosto de 1997. A imagem de João Acácio, 55 anos não era mais a mesma, era visível ver o homem desdentado, falava muito rápido e totalmente fora de sí.

 


A princípio iria morar com o irmão em Curitiba, mas tiveram problemas ainda em Taubaté, devido a confusão mental de João Acácio. Os sobrinhos esperavam o tio. Mas ele quis voltar a sua terra natal.

 

Voltou para Joinville mantendo sua popularidade entre os moradores. Ainda possuía obsessão em vestir roupas vermelhas e quando alguém lhe pedia um autógrafo, ele simplesmente escrevia a palavra “Autógrafo”.

 

Nas ruas quando ele ia ao comércio muitos populares se aproximavam dele, mas João aparecia bem diferente, além da fala rápida não tinha um pingo de paciência.

 

Uma das vezes uma moça o questiona: Porque tu só usa vermelho: ele possesso de raiva falou porque eu sou bandido, por isso uso vermelho. Logo ele queria avançar na mulher e disse que é porque gosta e pronto.

 


Nas ruas ele cantava músicas da Jovem Guarda, se mexia o tempo todo, da sequela das medicações. Alegou que se arrependia de ter matado pessoas, que merecia perdão, só não existia perdão quem faz mal pra crianças.

 

Alguns canais de mídia queriam ajuda-lo a procurar tratamento, pois era notório que ele saiu da prisão totalmente fora do normal. Mas em uma entrevista ao Fantástico, programa da rede Globo.

 

João Acácio alegou que mulher honesta, só na marra, no revolver. Que quando matava as pessoas ele só tinha medo de uma coisa: do inferno. E que o fim de quem é preso pode ser até morrer de velhice, mas também pode ter a morte pelas mãos do companheiro.

 


Na terra natal foi morar com o tio que ele havia dito que era abusador. Porém não conseguiu se fixar no local. Pelo fato de ficar perturbando a própria tia que era uma senhora e acabou agredindo.

 

O irmão de criação acabou o espancando com um banco. Após 3 meses do ocorrido a tia acaba falecendo.

 

João Acácio foi buscar abrigo na casa de um pescador Nelson Pinzegher que juntamente com sua esposa o acolheu. Durante o período de estadia, João foi flagrado cheirando a calcinha da mãe do pescador.

 


Tentou estuprar a senhora de 80 anos, bem como acabou por agredi-la, onde a mesma teve até desmaio.

 

Outra vez foi flagrado cheirando a calcinha da esposa do pescador e praticando atos sexuais. Não bastasse isso, eles ainda o manterem dentro de casa e viram João Acácio mascar a tarde inteira a calcinha da filha do casal.

 

João ameaçava as crianças e tentava seduzir as senhoras relatando que elas poderiam o consolar já que ele havia ficado muito tempo preso. A mãe de Nelson não dormia pois o bandido o ameaçava de estuprar.

 

João estava prestes a ser internado novamente em um hospital psiquiátrico de Joinville. Após 2 meses vivendo na casa do pescador, Nelson vendo a perturbação de João vai ao fórum em busca de recurso para João.

 

Após chegar do fórum e retornar para casa. Vai até ao bar onde João estava discutindo com o irmão de Nelson que o acusou de ter tentado abusar de sua mãe. 

 

Segundo Nelson relatou João disse que tentou fazer as pazes ele puxou uma faca para machucar o irmão de Nelson. Foi assim que o próprio pescador pega a espingarda e atira contra João atingindo na cabeça e o matando na hora.

 


A liberdade do bandido da luz vermelha durou quatro meses e vinte dias, quando veio a falecer em 5 de janeiro de 1998.  

 


O sepultamento foi lotado por curiosos e populares da região, obviamente comunicado em mídias jornalísticas e estampando as páginas do jornal.

 


Houve muita incoerência quantos aos fatos exibidos por meios de depoimentos do Nelson e de seus irmãos envolvidos e assim tentaram reaver o caso sendo necessário desenterrar o corpo.

 


Isso por conta dos fatos e histórias não concordarem devido ao ferimento a faca que havia em seu braço e a forma com que o corpo foi encontrado e a cena do crime porem o réu foi absorvida no julgamento no ano de 2004.

 

A história de João Acácio Pereira da Costa inspirou o filme O Bandido da Luz Vermelha, lançado em 1968 e dirigido pelo catarinense Rogério Sganzerla.

 


A música Rubro Zorro, da banda Ira!, também faz alusão ao assaltante, que teve a biografia contada no livro “Famigerado! — A História de Luz Vermelha, o bandido que aterrorizou São Paulo”, escrito pelo jornalista Gonçalo Júnior.



O Museu do Crime da AIPESP abriga uma pequena exposição permanente de quadros, fotografias, documentos, bustos, armas antigas, distintivos e diversos utensílios policiais utilizados pela polícia paulista desde o início do século XX







Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=83_KvqNXCMg entrevista

 

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Bandido_da_Luz_Vermelha

 

https://segredosdomundo.r7.com/bandido-da-luz-vermelha/

 

https://www.youtube.com/watch?si=KTcignMi73UT6-vc&v=CJ8va3adk1I&feature=youtu.be ratinho mostrando vídeo inédito do momento da agressão contra o bandido luz vermelha

 

https://www.youtube.com/watch?v=83_KvqNXCMg .


Nenhum comentário:

Postar um comentário