MISTÉRIO DO CARIATÁ – PARAÍBA

 MISTÉRIO DO CARIATÁ – PARAÍBA


Fizemos o vídeo completo no you tube: 



Esse lamentável caso ocorre no Distrito de Cariatá ou Sítio do Cariatá uma comunidade da cidade de Itabaiana, da qual possuí em torno de 22 mil habitantes que se localiza no estado da Paraíba.

 


O Sítio do Cariatá é um local pequeno e mais interior, onde os moradores se conhecem praticamente uma vida toda. As famílias nasceram no local e ali grande parte dos descendentes permaneceram morando no distrito.

 


Um local muito bom de viver, onde é possível plantar, criar animais, convívio bom e fraterno. Tanto são conhecidos uns dos outros que geralmente festinhas de aniversário uns convidavam os outros para as comemorações.

 

Mas em meio a tudo isso tem alguém nessa comunidade que vai estar em evidência nesse caso. Que é a Dona Vânia.

 


Vânia Maria da Silva, nasceu dia 27 de Outubro de 1972. Natural de Itabaiana, nasceu e cresceu no Sítio de Cariatá. Filha da dona Maria de Lourdes da Silva e seu José Victor da Silva.

 

Dona Vânia uma mulher muito trabalhadeira, mantinha a casa em ordem e limpa. Bem como exercia prática e trabalho na agricultura que aprendeu com os pais que eram lavradores.

 

Uma mulher casada com seu Aílton e ambos possuem filhos já adultos.  

 

Dona Vânia além de trabalhar em casa e na lavoura, também fazia doces, bolos e salgados para vender nas festinhas de confraternização da comunidade.

 

Sempre era solicitada pelos amigos e família que com ela encomendavam os quitutes. Além de doceira de mão cheia era convidada para as festinhas, era madrinha de algumas crianças e muito bem vista pelas pessoas.

 

Segundo os vizinhos seu Ailton faleceu em 2010, depois de participar de um casamento do irmão de Vânia, onde ambos eram testemunhas. Dizem que na janta os refrigerantes eram servidos por uma pessoa.

 

Mas que o copo dele e dela quem serviu foi a própria Vânia. O fato que seu Ailton se sentiu mal depois de se alimentar e foram pra casa, iniciou-se uma série de mal estar como vômito, perder as forças do corpo.

 

Dona Vânia chamou socorro para que um vizinho o levasse de carro até o hospital. Seu Ailton foi atendido, mas não resistiu e acabou falecendo.

 

O laudo da morte do seu Ailton não foi divulgado, porém os sintomas são os mesmos que posteriormente leva a morte de demais pessoas na comunidade.

 

O fato é que Vânia fica viúva e continua trabalhando na lavoura e cuidando dos filhos.

 

Uma afilhada da dona Vânia chamada Ana Maria Dias, uma moça ainda morava com a madrinha. Dona Vânia a criava como filha e Ana Maria tinha uma bebê de 4 meses.

 

Essa bebezinha acabou falecendo, mas não foi explicado o motivo. O que leva a Ana Maria ir embora da casa da madrinha e ir morar em Campo Grande e trabalha como doméstica.

 

Dona Vânia ficou muito triste com a saída de Ana Maria, pois havia sido o ombro amigo dela por tanto tempo.  Em meio a tudo isso...

 

Mas dona Vânia ganha uma nova companhia naquele ano de 2016.

 

A sobrinha de dona Vânia chamada Lúcia, que por sua vez era casada, mas naquele ano estava passando uma fase ruim com o esposo acabou se separando do marido.

 

O que motiva Lúcia a sair de casa e ir morar na casa da tia Vânia.

 

E morando com a tia e estando naquele momento separada do esposo ela acaba tendo um contato, uma espécie de relacionamento com Manoel.

 

Manoel era casado e a esposa estava grávida, o mesmo era pai de um menino chamado Samuel. O Manoel era filho de dona Maria Aparecida uma senhora amiga de dona Vânia, ambas se conheciam desde criança.

 

O problema é que Lúcia tinha 17 anos e estava grávida. A Vânia sabendo do envolvimento da sobrinha com Manoel, quer a todo custo que o homem assuma a criança.

 

Foi assim que dona Lúcia vai até a casa da dona Maria Aparecida sua amiga dizer que a sobrinha estava grávida do filho dela, que ele deveria assumir a criança, ou a dona Maria Aparecida que criasse.

 

A dona Maria Aparecida fala com o filho Manoel, nessa conversa ele diz que era impossível Lúcia estar grávida dele. Que ele sabia o que fazia e tinha certeza que aquela criança que Lúcia esperava não era dele.

 

O mesmo essa senhora conta a Vânia, que aquela criança não era do seu filho e não tinha cabimento ela criar um neto que não fosse dela. Mas a dona Vânia não aceita a desculpa dada pela dona Maria Aparecida.

 

E todos os dias Vânia cobrava da amiga Maria Aparecida que criasse a criança. Mas nisso tudo Lúcia acabou fazendo o ultrassom e pelo tempo de gestação, constatava que a gravidez ocorreu quando Lúcia ainda estava casada.

 

O que ocorre é que Lúcia reata o casamento saindo da casa de Vânia e indo morar com o esposo.

 

Lúcia tinha muitas dores de cabeça, chegou a ser levada várias vezes ao médico.

 

Mas a gestação de Lúcia que já carregava um bebê de 7 meses não foi adiante e nem a própria grávida. Dia 5 de outubro de 2016 ela vai até a casa de Vânia mostrar a ela e a irmã as roupinhas que havia comprado para o bebê.

 

Elas ficam felizes com as coisas, comem e Lúcia vai deitar até que começa a gritar, com muita dor na cabeça. Passando mal, se segurava na parede, mas não se aguentava.

 

A nora de dona Vânia procura ajuda com o assistente de saúde que vai até a casa e levam ela ao hospital. Lá ela é atendida e acaba falecendo.  

 

Ana Maria mesmo morando em Campo Grande mantinha contato com a amiga Jaciele que é mãe de Samuel.  

 

Abalada com a perca da filha ela comentou com a amiga que iria visitar o túmulo da criancinha no natal e ano novo.

 

Mas essa conversa foi distorcida por dona Vânia que acaba comentando para com Jaciele que a sobrinha disse que tomaria veneno e iria ficar com o bebê que ela estava com depressão.

 

Ocorre que uma égua de seu Antônio que é pai de uma menina que mais adiante aparece aqui no caso, essa égua invadia a roça da dona Vânia.

 

Então dona Vânia plantava, depois lá uma vez outra essa égua invadia a roça, claro que quem planta não gosta nada disso, ninguém quer ver sua plantação, sua rocinha sendo estragada, isso é um fato.

 

Dai a dona Vânia comenta com a Jaciele a mesma amiga da sobrinha mãe de Samuel que era cunhada do Antônio dizendo o seguinte: Olha a minha roça tem planta brava, depois que essa égua morrer não vão colocar a culpa em mim.

 

Tempo depois essa bendita égua fica doente e acaba morrendo, assim como já havia ocorrido com alguns animais da dona Vânia.

 

Essa planta braba da qual ela se refere pelo que eu entendi seria a mandioca, mas não tenho certeza. Pra nós aqui chamamos de mandioca.

 

Dia 10 de Dezembro de 2016 depois de todo esse ocorrido Ana Maria Dias de 20 anos que era a afilhada de dona Vânia decide ir visitar a madrinha e pegar alguns documentos.

 

Dona Vânia a recebeu muito bem e inclusive depois do almoço lhe serviu um mousse de chocolate. Depois a guria se despede da madrinha e vai para casa onde trabalhava.

 

Mas chegando lá acaba passando mal. Perdeu os sentidos, vomitou, convulsionou, chegou a ser socorrida no hospital de Itabaiana, mas acabou falecendo no mesmo dia.

 

A causa da morte de Ana Maria se deu por conta de envenenamento, o que fez com iniciasse um processo criminal contra dona Vânia.


Chegado o mês de Fevereiro uma menina da comunidade estaria de aniversário, os convidados comemorariam o aniversário de Vitória. A mãe da menina chamada Michele pediu para que dona Vânia fizesse os docinhos da festa e alguns salgadinhos.

 

Mas dona Vânia foi pega de surpresa, pois a encomenda foi feita na véspera do aniversário. Mesmo assim ela aceitou a encomenda, bem como o convite para a festa.

 

No dia seguinte dia 19 de fevereiro e por volta das 3 horas a filha da vizinha de Michele vai buscar a encomenda dos doces que eram de coco, os salgadinhos e rosquinhas que foi feita com o resto da massa.

 

Dona Vânia vai até a festa junto com a família comemorar o aniversário, por volta das 4 horas da tarde. Nesse aniversário continha outras comidas deliciosas inclusive brigadeiro, que foi feito por outra vizinha.

 

Durante a festa todos comeram de tudo o que tinha. Até que um momento que a filha de uma vizinha da aniversariante estava dentro de casa, acredito que distribuindo os doces nas bandejas.

 

Foi quando a dona Vânia vai dentro de casa e pede dois brigadeiros que tanto Gabi queria como a neta dela também. Michele a mãe da aniversariante diz que ela poderia sim pegar brigadeiros.

 


Essa questão de pegar os brigadeiros as crianças queriam comer mas estavam com vergonha de pegar era porque ainda não haviam cantados os parabéns a menina Vitória.

 

E foi assim que esses bendito brigadeiro foi parar na mão de Ana Gabriele e da neta da dona Vânia. Ou seja, o brigadeiro que não foi feito por ela. Todos comeram do brigadeiro.

 

Mas em Ana Gabriele o doce não caiu bem e nada ficou bem.

 

Ana Gabriele Evangelista da Silva, tinha 9 anos, prima dos filhos de Dona Vânia, onde a Josiane mãe de Ana Gabriele era irmã do falecido seu Ailton esposo da dona Vânia.

 

Depois dos comes e bebes algumas famílias iam embora, assim foi também Ana Gabriele feliz depois da comemoração para sua casa. Chegou tirou a roupa de festa e foi brincar com os amiguinhos na rua.

 

E foi assim que o terror daquela família se iniciou. Ana Gabriele que estava correndo, entrou em casa passando mal, vomitava muito, foi perdendo as forças do corpo, salivava demais, os pais tentando ajudar a pequena que só chamava pela avó.

 

A senhora de cabelos brancos amada pela neta é chamada para socorrer a criança. Rapidamente essa senhora chega para ver a pequena Ana Gabriele. Dona Maria Aparecida, aquela senhora que foi cobrada por dona Vânia para criar o suposto neto de Lúcia que veio a óbito.

 

A avó que havia criado e amado tanta Ana Gabriele, cuidava da menina desde que nasceu para que o filho e nora trabalhasse, dava café, almoço, janta, levava essa netinha na igreja.

 

Não era à toa que a menina chamasse pela avó naqueles últimos momentos... Dona Maria Aparecida tentava levantar a menina, enquanto viam socorro, suas mãos e unhas já estavam roxos e iniciou as convulsões.

 

A família não perde tempo e corre com a menina para o hospital de Itabaiana, no carro e no colo da avó que pedia a todo momento pela misericórdia de Jesus Cristo, a pequena revirava os olhos.

 

Seu adeus para essa vó se deu no ultimo suspiro da porta do hospital...

 

Ana Gabriele recebeu atendimento, mas era tarde demais. Foi a óbito no mesmo dia, sendo esse 19 de Fevereiro de 2017.

 

No dia seguinte todos da comunidade sabiam do falecimento da pequena menina Ana Gabriele, dona Vânia vai até a casa da menina, prestar algum tipo de apoio aos pais.

 

No enterro ocorrido a tarde a marcha triste acompanhada por todos da comunidade, incluindo dona Vânia. A comunidade se despediu para sempre de Ana Gabriele.

 

Na semana seguinte dia 25 de Fevereiro dona Vânia que possuía uma roça onde por anos já plantava milho, feijão, cana, bem como criava alguns animais. Acordou cedo e foi trabalhar.

 

Aquele dia em especial tudo deveria ficar organizado nessas terras que ela conseguiu arredar por mais de 10 anos. No dia seguinte um homem iria até o local parar arar essas terras.

 

E lá vai ela começar seu trabalho como sempre fazia, essa roça ficava ao lado da casa de Manoel. Aquele que era o suposto pai da sobrinha Lúcia que havia falecido.

 

Manoel como eu disse era casado e tinha um filhinho chamado Samuel. O menino era muito esperto, educado e prestativo. Sempre brincava debaixo do pé de caju com a neta de dona Vânia, eram grandes amigos.

 

Aquele dia tudo ocorria como sempre ocorreu, dona Vânia trabalhando na roça desde cedo, até que próximo ao meio dia, sol muito quente, ela chama Samuel e pede que ele desse a ela um pouco de água, que ela havia esquecido de levar.

 

Quando ela conversa com o guri, a mãe do mesmo acaba percebendo, bem como a Vânia que no mesmo instante comenta que naquela noite havia sonhado que na frente da casa dela tinha uma combi parada cheia de gente.

 

Que o motorista descia, mas ela não via quem era. E esse homem entregava para Jaciane um pano branco cheio de vela.

 

Depois de contar o sonho e tomar a água, dona Vânia vai pra casa almoçar e retorna a 1 e meia da tarde para dar continuidade ao trabalho, afinal no dia seguinte tudo deveria estar em ordem.

 

A tarde Samuel foi pra casa da avó e a Jaciene buscou ele as 5 horas.

 

E foi justamente esse fato que a fez ficar na roça até escurecer, trabalhando e envolvida no serviço, quando percebe já tinha passado das 6 da tarde. Sem mais como continuar trabalhando decide ir pra casa.

 

Porém quando vai pegar a chave que ela tinha deixado engalhada em uma vara, não estava mais lá. Como ela entraria dentro de casa? Começou a procurar essa chave.

 

Como as casas eram perto, Samuel que ficava o dia todo praticamente na casa da avó, aquela senhora de cabelos brancos dona Maria Aparecida que havia perdido a neta uma semana antes e ainda estava de luto.

 

Naquele momento vinha em sentido ao caminho de casa o menino Samuel, mais duas primas por parte de mãe, bem como a própria avó e a mãe. Vindos da casa de dona Maria Aparecida.

 

A mãe de Samuel entra em casa chamada Jaciele...

 

Dona Vânia sem encontrar grita pelo fiel Samuel, que educado corre para atender aquela querida senhora que já trabalhava o dia todo. Ela pede ajuda para iluminar o local para que a ajudasse a encontrar a chave.

 

O menino que ouviu o pedido foi correndo até a mãe pedir o celular, logo a Jaciele se nega a entregar, pois não era horas de ele ficar com telefone. Mas ele de tanto insistir a mãe acaba cedendo ao pedido do filho.

 

Samuel vai até o outro lado iluminar através da cerca o local para ajudar a encontrar a chave, o que em torno de 10 minutos acabam encontrando. A chave havia ficado engalhada no ramo da própria vara onde Vânia havia deixado.

 

Samuel entra em casa e dona Vânia segue seu caminho.

 

Naquele dia a família de Samuel tinha compromisso na igreja, todos se arrumando, inclusive o pequeno menino de 6 aninhos. Que começa a passar mal.

 


Rapidamente começou a vomitar, possuía um ronco desesperador, perdendo o sentido, não enxergava mais, não via nada! Implorava para que não o deixassem morrer. Jaciene corre pra casa de dona Maria Aparecida a querida avó de Samuel.

 

O menino era um neto que vivia com a dona Maria Aparecida, alisava os cabelos brancos a avó, dizia para a mesma que tinha pai e mãe, mas que a avó nunca o deixasse, porque se ela morresse ele iria no caixão com ela.

 

Quando dona Maria Aparecida chega para ver Samuel, os sintomas eram o mesmo que ela havia presenciado em Ana Gabriele. Unhas e dedos roxos, muito vômito e suor.

 

Correram com o menino para o hospital de Itabaiana, quando no caminho o menino já começou com as convulsões e no colo da avó que implorava por misericórdia de Deus que salvasse o neto, o menino se contorcia e salivava como a prima.

 

Os olhos arrevirados e a luta pela vida, não houve misericórdia. Assim como a prima Gabriele, Samuel com os olhos virados acaba dando o ultimo suspiro nos braços da avó desolada na porta do hospital.

 

A equipe médica prontamente atende o menino que infelizmente veio a óbito no dia 25 de Fevereiro falece Samuel Alexandre da Silva, aos 6 anos de idade.

 

No mesmo dia a comunidade soube do triste falecimento de Samuel. E que o velório ocorreria no dia seguinte.

 

Como a comunidade toda se conhecia, muitas pessoas foram dar o adeus ao pequeno menino Samuel. Aquela criança que era cheia de vida e que guardava segredos como ninguém.

 

Dona Vânia vai prestar apoio aos familiares inclusive a mãe desolada pela perca do filho. Mas as palavras ditas por ela para a mãe do menino não caíram bem, quando a mesma disse:

 

Minha filha não chore, Deus quis assim. Palavras ditas sem uma gota de lágrima, sem piedade, sem compaixão. Assim foi que ressoou essas palavras para todos que ali estavam.

 

Dona Vânia quando chegou ao lado do caixão segundo Jaciele a mãe de Samuel o menino sangrou o nariz.

 

Após o velório se encaminhou o enterro...

 

Toda a família seguia em luto e dor inestimável e infelizmente naquela comunidade ocorreria outro fato trágico.

 

Dessa vez dia 6 de Março de 2017, Letícia Firmino de Souza, uma mocinha de 12 anos, havia estudado pela parte da manhã. Mas assim que chegava acompanhava a irmã Fabrícia a escola que estudava no período da tarde.

 

Letícia vinha passando uma fase bastante difícil, o conselho tutelar vinha acompanhando a menina. Isso por conta de um possível estupro que a menina sofrera de um homem chamado José Roberto.

 

José Roberto tinha um terreno de um dos caminhos que passava a estrada a chegar na casa da família delas.

 

Fabrícia era pequena ainda e por coincidência era afilhada de dona Vânia. Da qual dona Vânia tinha muito afeto, fazia compra todo mês e3 mandava para as meninas.

 

Bem como, a família passava os domingos na casa de dona Vânia. E quase todos os dias encontrava com as meninas na rua brincando ao ir aos terços que faziam nas casas.

 

Mas naquele dia assim como todos os dias iam as irmãs estrada a fora para escola.

 

Naquele dia 6 de março as irmãs encontraram dona Vânia estava na roça e foi chamada perto do meio dia pela nora que lhe pediu um favor.

 

O esposo dela filho de Vânia levava a menina para escola todos os dias, mas naquele dia ele não foi almoçar em casa.

 

A nora chamada carinhosamente de Cida, tinha também um outro filhinho, que necessitava de cuidados especiais, o mesmo possui microcefalia.

 

Cida pede que a sogra se pudesse lhe ajudar levando a menina para escola. Dona Vânia prontamente diz que sim que levaria. Ela leva a menina e ao voltar pra casa encontra as irmãs Letícia e Fabricia no caminho que seguiam também para escola.

 

Dona Vânia que não havia almoçado ainda, estava comendo pela estrada bolachas. Quando viu as meninas ofereceu a elas como de costume bolachas de chocolate, que aceitaram de bom grado.

 

As meninas continuaram a seguir pela escola, bem como dona Vânia para sua casa. Fabrícia na primeira mordida não gostou da bolacha sentindo gosto ruim.

 

Enquanto Letícia não sentiu nada de ruim, estava tão boa aquela bolacha que comeu a que ganhou e inclusive a da irmã que havia rejeitado o restante.

 

Fabrícia fica na escola e Letícia segue o caminho de casa. Mas esse caminho que ela tomou era onde passava pelo terreno de José Roberto. Aquele dito cujo que havia cometido uma maldade com a menina.

 

Letícia compra absolvente e ao chegar em casa começa a se sentir mal,  conforme o tempo passava Letícia apresentava enjoo que piorava a cada tempo que passava, tudo foi evoluindo...

 

Até chegar ao vômito, suor excessivo, perca das forças no corpo, salivando anormalmente. A família logo encaminha ao hospital de Itabaiana, mas o estado era grave.

 

Leticia convulsionava, virava os olhos e vendo o estado da adolescente a mesma é encaminhada ao Hospital de Emergência de Campina Grande.

 

Fabrícia ficou na casa da avó que naquela mesma noite recebeu a visita de dona Vânia, que segundo a pequena menina a mulher teria a levado para um canto da casa a obrigando a comer uma bolacha.

 

Fabricia mordeu a bolacha dada e acabou cuspindo, foi depois desse evento que a mesma acabou passando mal e no dia seguinte encaminhada para o hospital e fica internada.

 

Porém o que ela tinha é infecção urinária. E atenção a isso que não é citado pela promotoria.

 

Dois dias depois da internação não tinha quem pudesse ficar com Fabricia no hospital, por isso a família pede para que dona Vânia ficasse com a afilhada no hospital.

 

Mas a menina estava estranha com a madrinha, Vânia pergunta a ela o que estava havendo e ela conta que a tia disse que a irmã estava passando mal por conta da bolacha que ela havia dado.

 

Dona Vânia se sentiu mal e queria ir embora, mas não tinha quem ficasse com a criança. Mesmo assim ela deu banho na menina e ficou no hospital a noite toda.

 

Mas depois a menina disse que a mulher a fazia fazer xixi a todo custo, fato que é negado por dona Vânia que alegou que perguntou apenas uma vez que se ela quisesse ir no banheiro, que não se preocupasse que ela ajudaria a ir.

 

Fabrícia fica uns 3 dias internada até receber alta e Letícia Firmino de Sousa não teve a mesma sorte. Acabou falecendo dia 20 de Março de 2017. No Hospital de Campina Grande.

 

No dia seguinte ocorreu o velório, tudo extremamente triste, dona Vânia participa do velório.

 

Após o terceiro falecimento de criança foi que iniciou-se as investigações a respeito das mortes. A polícia intitulou os casos como o Mistério do Cariatá.

 

E foi depois da tal história da bolacha, da tia de Letícia ter comentado sobre a questão da menina ter passado mal depois de comer Waffer de chocolate que tudo vai se espalhando na comunidade.

 

A conversa era que dona Vânia havia envenenado as crianças, era ela quem teve contato com todas que faleceu, que o aniversário foi ela que havia feito doces. E tudo que contei até aqui.

 

A Dona Maria Aparecida aquela vó de duas das vítimas, avisou dona Vânia que a mesma deveria se apresentar a policia para prestar esclarecimentos. Dona Vânia vai e responde aos questionamentos, depois é liberada.

 

Foi verificado vários fatores na comunidade como a água, alguma doença misteriosa. Porém quando saem os laudos das pesquisas feitas é confirmado a presença do veneno conhecido popularmente por chumbinho.

 

O veneno de rato era constatado em todos os corpos das vítimas.

 

Todas as vítimas tiveram os sintomas idênticos antes da morte, qual sejam, cegueira, náuseas, vômitos, dificuldade da respiração, sudorese, dificuldade no equilíbrio e convulsões.

 

Dia 16 de março, 6 dias após o falecimento de Letícia, dona Vânia é intimada a ir na delegacia, esta por sua vez vai. Ao chegar, segundo ela é algemada e chamada de tudo que era nome.

 


Mostraram a ela que todas as crianças morreram foram envenenadas, que ela deveria assumir a culpa se não buscariam a filha dela, que se ela confessasse eles não buscariam a filha de 19 anos que tem problemas cardíacos.

 

E dona Vânia não confessou nada, a polícia busca a filha de dona Vânia, questionam a guria que não sabia de nada. Até que mesmo assim ninguém confessava.

 

Dona Vânia junto com a filha é liberada e vão pra cassa, onde já estava cheia de vizinhos e ela acaba explicando o que houve e que o laudo constava que as crianças morreram por envenenamento.

 

Alguém grava um áudio e lança no grupo da comunidade. Foi onde no grupo acrescentaram a morte do marido, da sobrinha e da afilhada que morreu na casa da patroa.

 

Foi onde tomaram ainda mais força a conversa de que todos foram envenenados pela dona Vânia.

 

O delegado vai na casa de dona Vânia verifica que ela tinha vários venenos contra pragas dentro de casa, bem como aqueles contra carrapatos, contra formiga, bem como os de matar mato.

 

E todo mundo sabe que as pessoas do interior conseguem esses produtos através dos documentos de agricultores, pelo menos a minha família sempre teve esses produtos químicos em casa. E ainda possuem diversos deles.

 

Acredito e muito que todos esses produtos não só dona Vânia tinha em casa como tantos outros moradores da região. Os que tem animais em casa e plantam tem esses venenos.

 

Apesar da coincidência ter sido gigantesca em todos os casos que incriminam a dona Vânia. Mas vamos lá!

 

E foi devido a essas coincidências que colocam a dona Vânia na cena do crime e quem tira ela da cena do crime me diga?

 

O que incrimina ela é o contato de dona Vânia com todos e o veneno contra praga encontrado na casa dela e a conversa da comunidade.

 

Sem mais provas contra ela sai o mandado de prisão temporária dia 11 de Abril de 2017 contra VÂNIA MARIA DA SILVA, 44 anos de idade, sendo ela acusada pelas mortes brutais.

 


No dia 12 de Abril de 2017 ocorreu a coletiva de imprensa, realizada na Central de Polícia, no bairro do Catolé, em Campina Grande. Com o delegado Dr. Felipe Castellar. Que esclareceu a população sobre o ocorrido.

 

Para a Polícia Civil, foram vítimas de Vânia a adolescente Letícia Firmino de Sousa, 12 anos, Samuel Alexandre da Silva, 6 anos, Ana Gabriele Evangelista da Silva, 9 anos e Ana Maria Dias, 20 anos, falecida em 10 de dezembro de 2016.

 

O delegado explicou que, durante depoimento, Vânia se mostrou apática e nega tudo, alegando que nem parente seria das vítimas.

 

E que as investigações seriam intensificadas no sentido de encontrar mais elementos para a confirmação da autoria, inclusive a vítima passaria por exames psicológicos.

 


Mas que talvez Vânia matou crianças envenenadas por frustração em ter perdido parentes. No caso a sobrinha criada por Vânia morreu grávida.

 

Meses depois Vânia acolheu a sobrinha Ana Maria, que tinha uma bebê de quatro meses. A bebezinha acabou falecendo o que fez com que Ana Maria a deixasse a casa de Vânia.

 

Segundo as investigações, a agricultora teria envenenado um mousse de chocolate e oferecido a Ana Maria.

 

A motivação para a morte da sobrinha teria sido motivada pelo sentimento de ingratidão. Já que ela havia a criado como filha.

 

Fazendo com que Vânia desejasse para os próximos dela a mesma vida, perdendo os filhos queridos, por isso colocou em prática assassinatos por envenenamento”.

 

Além disso, os problemas que Vânia tinha com as famílias das vítimas. O que chamou a atenção da investigação foi a idade, sendo todas crianças.  

 

O inquérito concluído foi encaminhado ao Ministério Público e ao juiz da comarca de Itabaiana com pedido de conversão da prisão temporária em preventiva.

 

Vânia Maria da Silva, 44, foi presa na Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Julia Maranhão, em João Pessoa.

 


De acordo com a direção, ela estava em uma cela denominada “seguro” fora dos pavilhões e do contato com outras presas, devido à repercussão de crime.

 

Vânia dividia a cela com Laudenice dos Santos Siqueira, presa em 2015 por matar o próprio filho durante um ritual de magia negra na cidade de Sumé, Cariri do Estado.

 

Além delas, ocupam a cela ainda uma apenada, presa por matar um traficante e outra detenta ameaçada de morte após contrair dívidas com antigas colegas de cela.

 

Os responsáveis haviam já prestado esclarecimento na delegacia no início das investigações.

 

Porém foram novamente ouvidos tantos os responsáveis pelas vítimas como vizinhos na primeira fase.

 

E as novas declarações feitas foram para o julgamento que passou em tela para o Júri, não foram ouvidos pessoalmente pelos jurados.

 

A primeira mãe a prestar esclarecimento é a Josiane mãe de Ana Gabriele, que diz não ter visto dona Vânia dar brigadeiro para a menina, que disseram que ela deu, mas ela não sabia se era um fato ou não, disseram.

 

Inclusive a promotora diz que o filho da dona Vânia teria dito a ela, porém Josiane diz que não. Pelo que sabe o filho de Vânia disse a sogra dela.

 

Sei que é chato ficar falando essas coisas, mas estou contando só para que vocês entendam o disse que me disse desse caso.

 

Dona Maria Aparecida também deu esclarecimentos sobre a neta Ana Gabriele, contou o ocorrido. Porém no 1º depoimento ela havia dito na delegacia que a neta a uns dois dias atrás estava com uma espécie de virose.

 

O que não foi trazido essa questão pela promotoria.

 

Dona Maria Aparecida contou tudo sobre a sobrinha de dona Vânia e envolvimento com o filho.

 

Mas no julgamento a dona Vânia negou ter cobrado de dona Maria Aparecida para que criasse o filho de Lúcia várias vezes, que havia comentado sim, mas apenas uma vez e não várias.

 


Joselma foi ouvida em seguida que é a mãe de Letícia, depois a menina Fabricia de 8 anos também relatando depoimento. Quer dizer respondia o que a promotora perguntava.

 

Posteriormente foi ouvido o pai de Samuel, filho de dona Maria Aparecida. Manoel que é separado da mãe de Samuel, que se envolveu com Lúcia contou sobre o triste dia que perdeu o filho.

 

Onde a promotora perguntava se ele acreditava que ela poderia ter feito aquilo por inveja... ele disse que sim porque Vânia não podia ver os outros felizes.

 

Que ele estava preocupado e perguntou ao delegado na época se ela poderia ter feito o que fez com o filho por vingança, mas o delegado disse que Vânia era uma pessoa estratégica.

 

Outra coisa que a promotoria pergunta aos familiares se eles desconfiavam de mais alguém sem ser a dona Vânia, se alguém lá estava falando algo...

 

E eu que já tenho a fama de a louca dos casos criminais fiquei assim.. ué? Se ela vai ser julgada esse trabalho de saber se havia outrem era trabalho do delegado, estão julgando alguém no ACHAM?

 

Ou não tem mais ninguém vai tu mesmo?

 

Enfim outra testemunha foi Michele moradora da comunidade, que fez a festa de aniversário de Vitória. Onde veio a ocorrer posteriormente a morte de Ana Gabriele.

 

A 8ª testemunha foi Jaciele mãe de Samuel que é separada de Manoel.

 

Mãe de Samuel disse que o filho faleceu a noite e que as 5 da manhã dona Vânia estava na casa dela perguntando se alguém havia dado algo para o menino comer.

Dona Vânia negou ter perguntado isso.

 

A questão da égua foi motivo também de entrar em debate, pois a mãe de Samuel alegou que o animal morreu com os mesmos sintomas apresentado nas crianças.

 

E segundo a dona Vânia quando a égua morreu todos falaram que ela estava engasgada, inclusive com fio de arame. E nunca teve conhecimento quanto a envenenamento do animal.

 

E o que pode ter ocorrido foi de a égua comer planta braba.

 

E os argumentos do ministério público foram as declarações feitas da menina de que na época dos fatos era muito novinha, bem como dos familiares e comunidade. Além é claro dos produtos encontrados na casa da acusada

 

E foi assim que o julgamento ocorreu dia 27 de Agosto de na cidade de Itabaiana, interior da Paraíba.

 


A acusada estava extremamente nervosa, chorava bastante do início ao fim, alegava que não havia feito nada, jamais cometeria tal maldade. Os venenos que tinha em casa eram para matar formigas.

 

E para matar pragas na lavoura, porém nunca usou do veneno contra crianças, muito menos para a produção de doces. Que ela mesmo não entende o que aconteceu com as crianças.

 

Que a questão da Ana Maria sua afilhada, do qual corre outro processo, ela não deu pudim a ela. Mas que a própria pegou do mousse que estava na geladeira, comeu e serviu a patroa que estava junto.

 

Acredita que muitas coisas são invenção das pessoas da comunidade, embora ela não tenha inimigos. Que foi coincidência as crianças terem falecido depois de ter contato com ela.

 

E que os doces que ela fez foi consumido por todos da festa incluindo a própria neta. Que apenas a menina Ana Gabriele passou mal, enquanto as demais pessoas ficaram saudáveis.

 

A promotora disse que ela poderia ser uma serial Killer, sendo assim não necessita de grandes motivos ou motivos nenhum para cometer tais maldades. Talvez fosse psicopata.

 

Que talvez segundo acreditava os familiares que dona Vânia tinha inveja da família deles porque o neto dela possuía microcefalia e as demais crianças eram saudáveis.

 

Mas há de se verificar algo muito relevante aqui, dona Vânia passou por avaliações psicossocial e nenhum momento foi constatado nada de anormal.

 

A questão de psicopatia e serial Killer ficou por conta da fala da promotora.

 

No julgamento não houve a presença nem esclarecimentos de médicos que atenderam as vítimas, bem como nenhuma pessoa da área da saúde. Nem mesmo as falas do delegado e demais investigadores.

 

A defesa por sua vez insistia constantemente a falta de investigação da polícia que não tinha uma prova se quer para incriminar a mulher, apenas suposições da comunidade.

 

Bem como frisou que só depois da morte da 3ª criança que foram averiguar, porém nunca visitaram a casa de demais moradores que são agricultores para perceber quais venenos contra pragas tinham em suas residências.

 

Citou que não foi investigado o caminho que Letícia tomou rumo a casa, se passou pelo terreno de José Roberto.

 

Bem como citaram que pai de Ana Gabriele na primeira declaração a menina já estava passando mal na escola com vômito, três dias antes de sua morte a menina já não vinha bem.

 

O pai foi ouvido só na delegacia e não como testemunha na primeira fase.

 

E que no processo não cita que a merenda escolar foi verificada, a promotora apenas cita que foi verificada, porém  não é provado que verificaram a merenda escolar.

 

A defesa trouxe também o fato de que o chumbinho citado pela promotoria que foi usado para o envenenamento das crianças, não possui gosto nem cheiro mesmo em grande quantidade.

 

E de fato o chumbinho ele é neutro não teria como Fabricia sentir o gosto ruim na bolacha.

 

Como dona Vânia colocaria chumbinho dentro do brigadeiro? Se o brigadeiro era a filha da vizinha que estava distribuindo os doces?

 

Até porque no primeiro depoimento a delegacia dona Maria Aparecida alega que Ana Gabriele não saiu da frente dos pais que comeu metade da fatia do bolo e um copo de refrigerante.

 

Outra coisa que o pai de Ana Gabriele fez a respiração boca a boca pra tentar salvar a filha, mas se ela havia ingerido veneno seria natural que ele sentisse algum desconforto.

 

A história do brigadeiro não foi citada, isso surgiu depois.

 

E quanto a Samuel? Um dia antes o menino apresentava vômito na escola municipal. E ao chegar em casa o menino não queria almoçar pois estava com vontade de vomitar.

 

Mas a professora do menino que o atendeu passando mal nem foi ouvida nos esclarecimentos. E que a única pessoa que esteve com Samuel horas antes do menino passar mal além de dona Vânia, foi Davi um homem que é vizinho.

 

Sempre esteve junto com a família. Mas este não foi interrogado.

 

Bem como a Mires atual esposa de Manoel que não foi interrogada e que marido e mulher fechavam o pau em casa, inclusive na época até o próprio Manoel chegou a ficar receoso.

 

Pois depois da morte de Samuel a esposa ficou estranha. Que a esposa não tinha bom relacionamento com o filho de 6 anos.

 

A Mires também participou da festa. E nunca foi investigada. Bem como Davi avô da criança participou e não foi interrogado.

 

A defesa alega que como o delegado disse ao Manoel que Vânia havia confessado o crime, coisa que não ocorreu eles montaram pelo próprio desespero toda a trama do caso.

 

O laudo de água não foi mostrado, nem da terra nem de nada. Somente comentado pela promotoria. Até mesmo a mãe de Samuel quando ainda não sabiam de nenhum culpado.

 

Fez um vídeo e publicou na internet que a mais de 8 anos o local não tinha nenhum estudo quanto a água nem a solo.

 

Naquela região muitas pessoas apresentavam cegueira, problemas cardíacos que são sequelas de produtos químicos usadas na agricultura.

 

Que dona Vânia se apresentou a delegacia sem advogado e nunca mudou seus esclarecimentos.

 

A defesa também alegou quanto a questão de ingerir chumbinho saem nas fezes sangue. O que não ocorreu com nenhuma das crianças.

 

E quanto a égua citada pela promotoria que o animal teria falecido da mesma forma como as crianças, a defesa alega que a própria dona Vânia havia avisado que estava arrancando mandioca.

 

A defesa mostra os laudos de cada criança e as substâncias apresentavam substâncias que não eram as mesmas.

 

E que os produtos comprados com controle nenhuma vez foram comprados por Vânia.

 

E no laudo da Letícia que a menina apresentava substâncias encontradas mesmo das duas crianças, porém em dosagem menor, acredito que pelo tamanho da menina comparado as demais crianças.

 

Que o inquérito foi fechado nos achismos e sem provas para levar a mulher a prisão.

 

A promotoria respondeu que Mires ou Mirtes e Davi não estavam envolvidos em todos os crimes diferente de Vânia. E que a promotoria não sabia como a Vânia usou os venenos, se foi com luva...

 

Ainda disse: não estávamos lá pra ver!

 

E quanto aos vômitos que Samuel e Ana Gabriele na escola são crianças e crianças vomitam. Diferente de passar mal e morrer. Isso é básico!

 

Mas a promotora disse que se baseiam em fatos reais em provas. O problema que as provas foram os laudos das vítimas.

 

Gente só por Deus esse julgamento! Eu não queria ser júri desse caso porque realmente tudo ficou muito confuso, na dúvida para colocar alguém na prisão é melhor absolver.

 

 

A sentença foi lida por volta das 19h e a Justiça a condenou a 15 anos de prisão por cada morte, o fato de as vítimas serem crianças acrescentou mais um ano por óbito, totalizando 48 anos de reclusão em regime fechado.

 

O julgamento pela morte de Ana Maria ainda corre em justiça.

 

O advogado de defesa entrou com recurso diante da sentença que a cliente recebeu. Recurso este que em 29 de Agosto de 2023, ocorreu a apelação.

 

Ao recorrer da sentença, a defesa argumentou que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária à prova dos autos e que a pena-base foi aplicada de forma exacerbada.

 

No entanto, o Conselho de Sentença rejeitou a tese da defesa.

 

O relator Márcio Murilo da Cunha Ramos destacou que a soberania dos veredictos do Tribunal Popular deve ser respeitada, portanto, não cabia anular o julgamento com base na decisão dos jurados.

                                                                            

Esse caso tem dividido muitas opiniões, dona Vânia é nova, possui fala humilde e chora negando sua inocência. Nunca mudou suas declarações desde o primeiro dia.

A falta de provas concretas, deixa todos desconfiados e ao mesmo tempo com medo de bater o martelo e ter certeza do quanto ela pode ser culpada.

 

E é justamente a falta de provas específicas quanto ao ocorrido, se de fato a dona Vânia fez tudo isso, será que tudo foi armação, para prejudicar aquela mulher viúva?

 

Sem dúvidas tirar ela da cena do crime é quase impossível, será ela culpada ou inocente?

 

Coincidências existem, mas no caso dela é sapatear na cara da coincidência. Apesar de se apresentar como boa samaritana...

 

Mas caso ela seja inocente... tu teria coragem de comer um doce da mão dessa mulher?

 

Mas uma coisa nisso tudo fiquei pensando... Será que se tivéssemos pena de morte no Brasil, estaríamos prontos para condenar uma pessoa com um caso como esse?

 

Vou ficando por aqui, espero que tenham gostado do vídeo.

 

 

Referências:

 

https://www.pbagora.com.br/noticia/paraiba/divulgado-detalhes-sobre-caso-da-mulher-que-matou-4-envenenados/

 

https://blogitabaianahoje.blogspot.com/2017/04/justica-determina-prisao-de-suspeita-de.html

 

https://blogitabaianahoje.blogspot.com/2017/05/mulher-matou-criancas-envenenadas-por.html

 

https://www.portalt5.com.br/noticias/paraiba/2021/08/279225-acusada-de-matar-3-criancas-envenenadas-na-pb-e-condenada-a-48-anos-de-prisao/

 

 

https://www.repercutepb.com.br/noticia/28845/justica-mantem-condenacao-de-48-anos-a-mulher-acusada-de-matar-tres-criancas-envenenadas-na-paraiba

 

https://www.pbagora.com.br/noticia/paraiba/mantida-condenacao-de-mulher-acusada-de-matar-tres-criancas-envenenadas-na-paraiba/

 

Canal Resenha do Júri - https://www.youtube.com/watch?v=KumBESWVHw4

 

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